Ícone da Disney, Mickey Mouse faz 90 anos de criação

Em comemoração ao 90º aniversário do personagem, a PLUS lista dez curiosidades sobre o personagem

Da Redação / plus@diarioam.com.br

Manaus – No dia 18 de novembro de 1928 – há exatos 90 anos -, nascia o personagem que se tornaria o símbolo dos estúdios Disney. De pelos escuros, orelhas arredondadas e luvas brancas, o simpático camundongo Mickey Mouse fez a sua estreia para o grande público no desenho sonoro intitulado ‘Steamboat Willie’ e, rapidamente, caiu nas graças de crianças, jovens e adultos de todo o mundo. Hoje, o personagem não apenas é o rosto da companhia multinacional estadunidense, criada por Walt e Roy Oliver Disney, como, também, manteve-se como a franquia mais rentável dos estúdios.

Mickey pilots a steamboat, with Pete as captain and Minnie as passenger. When a goat eats sheet music for “Turkey in the Straw,” Mickey “plays” it and other animals as musical instruments. (First Disney sound cartoon, debut of Mickey and Minnie Mouse, first Mickey cartoon released.)

Em comemoração ao seu nonagésimo aniversário, a Revista PLUS listou dez curiosidades sobre o camundongo – que, talvez, até mesmo os seus fãs de carteirinha desconheçam. Confira!

1. No início, o personagem principal de Walt Disney não era Mickey…

E sim Oswald, o coelho sortudo. Walt Disney acreditava que o personagem seria um sucesso, mas, em uma viagem para tentar conseguir dinheiro para a produção, os investidores deram uma resposta negativa e, como os direitos autorais do personagem pertenciam a eles, assumiram o controle do personagem.

2. O primeiro nome de Mickey Mouse, na verdade era…

Mortimer! Após a reunião com os investidores de Oswald, Walt Disney e sua esposa voltaram a Los Angeles em um trem, onde Walt passou o tempo criando um ratinho alegre e com grandes orelhas redondas.

3. O nome ‘Mickey’ foi sugerido por outra pessoa

Lillian, esposa de Walt, achou o nome Mortimer muito pretensioso e sugeriu Mickey. A partir daí, nascia um astro!

4. No começo, nem tudo foi sucesso

Após criar o personagem, Walt Disney começou a trabalhar imediatamente no primeiro desenho animado de Mickey Mouse: ‘Plane Crazy’. O entusiasmo desapareceu quando nenhum distribuidor quis comprar o filme. Em sua segunda tentativa, Walt produziu outro desenho animado mudo, intitulado ‘Mickey, The Gallopin Gaucho’. Porém, a Warner Bros. havia iniciado os filmes falados.

5. A estreia de Mickey Mouse nos cinemas foi um grande marco…

Com ‘Steamboat Willie’, Mickey Mouse fez a sua estreia nas telas de cinema, em 18 de novembro de 1928, no Colony Theatre de Nova York, como o astro do primeiro desenho animado com som sincronizado.

6. As primeiras palavras de Mickey foram…

“Hot dog! Hot dog!”. A fala faz parte do curta-metragem ‘The Karnival Kid’ (1929). Daquele momento em diante, na maioria dos curtas de Mickey, durante a Segunda Guerra Mundial, foi o próprio Walt Disney que deu ao personagem.

7. Mickey Mouse possui nomes diferentes em alguns idiomas

Apesar do nome Mickey Mouse ser conhecido no mundo todo, em italiano, é chamado de Topolino; em alemão, é o Micky Maus; em espanhol, Raton Mickey; em sueco, Musse Pigg; e, em mandarim, Mi Lao Shu.

Mickey foi apresentado ao público na animação ‘Steamboat Willie’, há exatos 90 anos (Foto: Disney)

8. Mickey participou da cerimônia do Oscar duas vezes

Em 1998, o personagem subiu ao palco para entregar um envelope ao ator Tom Selleck. Já em 2003, Mickey voltou a aparecer na cerimônia como animação ao lado da atriz Jennifer Garner.

9. Mickey Mouse chegou à televisão em 1950

Nesta década, Walt Disney produziu um especial de Natal para televisão chamado ‘One Hour in Wonderland’. O desenho clássico ‘Relojoeiros das Alturas’ (1937) também foi apresentado como parte das comemorações de fim de ano.

10. Mickey Mouse foi o primeiro personagem de desenhos animados a ser amplamente licenciado

O primeiro livro de Mickey Mouse foi publicado, em 1930, e a Ingersoll Watch Company produziu o primeiro relógio do Mickey, em 1933.

Camundongo ganha exposição em Nova Iorque

Primeiro filme de animação sincronizada com música e efeitos sonoros, ‘Steamboat Willie’ – estrelado por Mickey Mouse – estreou, em 18 de novembro de 1928, no Colony Theater, o atual Broadway Theatre, em Nova Iorque. Entre incontáveis festas e lançamentos de produtos pelo mundo afora, os 90 anos do personagem criado por Walt Disney (1901-1966), que mudou, também, a história do desenho animado, são celebrados na Big Apple com a exposição ‘Mickey: The True Original Exhibition’. Chamados a criar obras inspiradas no camundongo, 16 artistas produziram esculturas, desenhos, vídeos e fotografias especialmente para a mostra, que poderá ser conferida até 10 de fevereiro de 2019.

Instalada num galpão com cerca de 1.500 metros quadrados, no Chelsea, região onde se concentram dezenas de galerias de arte, ‘Mickey: The True Original Exhibition’ tem estrutura de exposição de arte com perfil das atrações dos parques temáticos da Disney, onde o conteúdo é agradável a adultos e crianças. Recriações de momentos históricos de Mickey estão entre as obras dos artistas e brincadeiras interativas. Roupas, brinquedos e outros produtos são vendidos numa loja acessível, também, a compradores que não visitem a exposição – e onde se pode personalizar camisetas, bonés e uma variedade de outros itens.

À entrada das galerias, uma réplica da estatueta dourada do Oscar e a fotografia de Walt Disney com o certificado da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas lembram o prêmio honorário concedido ao cartunista, em 1932, pela criação de Mickey Mouse.

Nas próximas dez salas, são exibidos trechos de outros filmes estrelados pelo ratinho. Há instalações baseadas no barco a vapor de ‘Steamboat Willie’ e na série original do ‘Clube do Mickey’, transmitida, entre 1955 e 1959 nos Estados Unidos. Keith Haring (1958-1990), um dos grandes grafiteiros atuantes em Nova Iorque, na década de 1980, é um dos artistas com espaço destacado. Para Haring, Mickey era “um símbolo da América mais do que qualquer outra coisa”.

Os artistas contemporâneos que participam da exposição produziram trabalhos baseados em cenas de filmes com Mickey Mouse ou usaram o personagem para interpretações particulares sobre ele. Em ‘Hiding Mickey’, Daniel Arsham, que utiliza elementos de arquitetura, performance e escultura, criou um rato de grandes proporções que avança e estica uma parede, tudo em branco.

London Kaye, que se tornou conhecida por colocar sua arte nas ruas de Nova Iorque, cobrindo de crochê objetos como lixeiras, postes ou bicicletas, trabalhou cerca de três meses com suas agulhas e ocupa uma das salas, do chão ao teto, com uma instalação inspirada em ‘A Banda do Barulho’ (‘The Band Concert’), de 1935 e o primeiro filme de Mickey em cores.

Na mesma linha artesanal de London, o espanhol Javier Sánchez Medina esculpiu as mãos enluvadas e características de Mickey com grama, bambu e outras plantas, usando técnicas aprendidas com o pai e o avô, que faziam persianas.

O trabalho manual minucioso é homenageado numa instalação que representa a passagem do período de desenhos em preto e branco – como ‘Plane Crazy’ e ‘Building a Building’, de 1933 e colorizado mais tarde, a fim de ser exibido na televisão – para os filmes em tecnicolor. Potes de tinta colorida cobrem paredes de um corredor, onde, em grandes fotografias com mudanças de luzes coloridas, são homenageadas as mulheres do departamento de pintura dos Estúdios Disney que, nas décadas de 1930 e 1940, davam vida aos desenhos feitos a lápis sobre folhas transparentes de celuloide.

O inglês Oliver Clegg usou cadeiras de madeira como tela para pintar ‘Well, So Long! I’ll Be Seeing Ya!’, visto na sala dedicada a ‘Aprendiz de Feiticeiro’, um dos oito segmentos de ‘Fantasia’, que estreou em 1940 e se tornou um dos filmes clássicos de animação.

Darren Romanelli, designer e diretor de criação de coleções personalizadas de roupas, móveis e objetos colecionáveis, que convidou os artistas a participarem da exposição, incluiu nela um trabalho próprio. Cobriu de grandes retalhos de tecido estampado de Mickeys um Mickey com cerca dois metros de altura, que domina a sala com exemplos de peças colecionáveis lançadas ao longo das nove décadas de história do personagem.

Na última galeria, sobre uma página com esboços originais do Mickey original, ainda de rosto afilado e nariz comprido, lê-se a frase mais famosas do seu criador: “Só espero que nunca percamos de vista uma coisa – que tudo começou com um camundongo”.