Manaus sedia festival LGBT ‘Miga, Sua Lôca’, em maio

Em sua primeira edição, festival ‘Miga, Sua Lôca’ terá shows musicais, exposições, performances e intervenções, no dia 7 de maio, a partir das 14h

Bruno Mazieri / portal@d24am.com

Foto: Divulgação

Manaus – “Queremos mostrar que nem só de boate vive o público LGBT de Manaus”. A frase, que pode parecer polêmica em um primeiro momento, é de Ana Carolina Souza, uma das organizadoras do minifestival ‘Miga, Sua Lôca’, idealizado pela DJ amazonense Naty Veiga e programado para acontecer no dia 7 de maio, a partir das 14h, na Rua Barroso, Centro.

Segundo Ana, a ideia é evidenciar a cultura de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros que formam a famosa sigla LGBT. “A gíria que dá nome ao festival começou no meio do público LGBT, mas, hoje em dia, está na boca do povo e calhou justamente com o objetivo do evento, que é combater o preconceito, agregar pessoas com outras orientações sexuais e de diversas classes sociais. É preciso que a sociedade saiba que Manaus produz arte, sim”, comenta a organizadora.

Ao longo de dez horas de programação, o público que estiver presente no ‘Miga, Sua Lôca’ poderá conferir shows musicais, performances, exposições e intervenções urbanas. “Todos os participantes receberam a nossa ideia de maneira bastante positiva, nos apoiando em diversos sentidos. Afinal de contas, o festival também conta com um cunho político, que é combater o preconceito e buscar a inserção de pessoas trans na sociedade de forma digna”, ressalta Ana.

Entre as atrações confirmadas, estão, pela música: Sinézio Rolim, Ramon Marola, Roque Baroque e Bell Martine, além das DJs Luana Aleixo, Alana Zuany, Rhanna Evans, o DJ Louis Santos e o duo Dharma vs. Funkadona; e, pela fotografia, Lorenna Souza, Paula Dantas, Paulo Trindade, Paulinha Moraes, Projeto Aram e Marcelo Sá. Além disso, o festival terá o Maracatu Baque Mulher Manaus e as performances ‘Coleta Seletiva de Lixo’, ‘Experimento de Morte 29’, ‘UYRA Sodoma’, ‘Roda na Praça’ e ‘Arte Sem Fronteiras’.

“Ao final de tudo, queremos que as pessoas saiam informadas tanto sobre o leque de fazedores de arte e cultura, quanto do universo LGBT, que está pedindo respeito e buscando a colocação dessas pessoas dentro da sociedade, buscando reduzir, cada vez mais, o preconceito e, consequentemente, as agressões verbais e físicas”, finaliza Ana Carolina.