No Dia da Fotografia, profissionais contam sobre os desafios de ‘eternizar momentos’

Por Amanda Guimarães


Manaus – Eternizar momentos únicos. Este foi sempre o principal desafio dos fotógrafos, que com toda atenção necessária e olhar crítico produzem materiais para diferentes públicos, seja com leitores, recém-nascidos, crianças e casais. No Dia Mundial da Fotografia, comemorado nesta sexta-feira (19), estes profissionais comentam sobre as principais dificuldades que envolvem o mundo das imagens, além de relatarem o amor pela profissão.

A fotógrafa Nathalie Brasil, 28 anos, foi uma das pessoas que contou o motivo de ter escolhido a área de atuação. Segundo ela, depois de começar a ver a fotografia de maneira diferente decidiu apostar até em uma faculdade de jornalismo para se aperfeiçoar mais na área. Logo a paixão surgiu.

Fotógrafa trabalha, também, com recém-nascidos.
Nathalie Brasil

“Sempre gostei de fotografia, mas nunca achei que ela pudesse virar a minha profissão. Depois que chegou o momento de escolher qual faculdade deveria fazer. Decidi apostar na faculdade de jornalismo, porque poderia unir os conhecimentos. Me formei em 2009 e trabalhei em jornais, mas atualmente o foto-jornalismo não é a  minha área de atuação”, destacou a fotógrafa.

Nathalie atualmente atua na área da produção de fotos para recém-nascidos. Ela conta que se descobriu na especialização, pois sempre gostou e teve facilidade com crianças. Para ela, o grande desafio é no momento da produção das fotos.

 

Nathalie Brasil
Nathalie Brasil

“Hoje em dia faço fotografias de recém- nascidos e foi algo que realmente descobri que gosto bastante. Já até cuidei de bebês. Mas claro que atuar nessa área é um desafio, porque os bebês nem imaginam o que está acontecendo quando estamos ali trabalhando.  Todo domínio da criança depende da gente. Temos responsabilidade e realizamos ações para não afetar eles, porque a segurança e o conforto deles depende muito da gente durante as campanhas”, afirmou Nathalie, acrescentando que ser fotógrafo é participar da vida das pessoas.”Mostramos para as pessoas o que elas não conseguem ver de um momento especial”, disse.

Momentos eternizados

Falando da paixão pelo mundo das imagens, o fotógrafo Fabrício Alcântara, 31, contou que iniciou na área de forma tranquila. Ele ressalta que produz fotos de eventos sociais, como casamentos, formaturas e aniversários de 15 anos, mas dando a atenção necessária a cada momento.

Fabrício Alcântara
Fabrício Alcântara

“Eu comecei fazendo vídeos na igreja. Depois disso um grupo me chamou para fazer uma gravação de um aniversário. Logo alguns profissionais me chamaram para começar na fotografia. Iniciei de forma tranquila, sempre me oferecendo para registrar momentos importantes da instituição. Até então achava que não tinha jeito para a coisa, mas me descobri”, disse Fabrício.

 

Fabrício Alcântara
Fabrício Alcântara

Completando cinco anos como fotógrafo, Fabrício afirma que o principal desafio na profissão são os altos preços dos equipamentos utilizados para a produção das fotos. De acordo com ele, a área também está bastante saturada.”O principal desafio é o início desta profissão, porque os equipamentos são bastante caros e o cliente não quer pagar aquilo que vale o nosso trabalho. Estamos com um mercado muito saturado. Mas ser fotografo é eternizar momentos que vão ser lembrados até o fim da vida. É  registrar um ‘eu te amo’, ‘um eu te quero’, é um momento único”, comentou.

A fotografia que informa

Saindo da produção de imagens tradicionais, para o fotojornalismo, o Sandro Pereira, 43, destacou sobre o desafio de contar histórias e fatos por meio de fotos. Segundo ele, após entrar em um jornal como motorista e prestar atenção nas atividades de outros profissionais, a paixão pela área surgiu. Hoje ele possui cinco anos na profissão de fotógrafo.

Sandro Pereira
Sandro Pereira

 

“Eu entrei em um jornal como motorista. Comecei a sair para as pautas prestando atenção no trabalho do fotógrafo. Me chamou muita atenção esse tipo de trabalho. Gostei e fui me apaixonando. Fiz um curso de fotografia e peguei umas dicas de alguns profissionais da área, porque a produção para o fotojornalismo é totalmente diferente da foto tradicional. Tanto que somos chamados como repórteres fotográficos, porque a imagem precisa compor os elementos necessário para uma informação ser completa”, comentou.

Sandro Pereira
Sandro Pereira

Sandro também cita a cobertura de um incêndio na comunidade Arthur Bernardes, localizada no bairro São Jorge, como um dos momentos mais importantes da sua carreira, pois conseguiu fazer fotografia que representava o sentimento de tristeza das pessoas que perderam as suas casas durante a ocorrência.

“Ser fotógrafo, jornalisticamente falando, é levar a informação por meio da imagem. É estudar uma maneira de passar aquilo que estamos vendo para os nossos leitores. Sei que o jornalismo mudou com o passar do anos. Muitos ainda trabalham com o pensamento arcaico, de fazer fotos abertas, por exemplo. Mas o fotógrafo precisa se preocupar com os detalhes”, finalizou Sandro.