O amazonense Rosivaldo Cordeiro e o francês Jef Calmard gravaram trabalho juntos

Com 14 músicas, sendo cinco autorais, o disco ainda não tem data para ser lançado no Amazonas

Bruno Mazieri / portal@d24am.com

Foto: Divulgação

Manaus – Desde que passou a morar em Paris, o músico amazonense Rosivaldo Cordeiro tem conquistado cada vez mais espaço na música mundial. Prova disso, é o trabalho lançado pelo artista em parceria com outro músico, o francês Jef Calmard. O disco, que já está disponível em plataformas como Spotify, iTunes, GooglePlay, por exemplo, foi devidamente batizado de ‘Rivières’, que na tradução significa ‘rios’, fazendo analogia ao encontro dos rios Amazonas e Sena, este último na França.

Segundo Cordeiro, o CD foi gravado em 25 dias, durante as festas de final de ano de 2016. “A ideia surgiu também no ano passado. Depois de amadurecermos o projeto, decidimos que ele seria totalmente produzido em Manaus. Um dos fatores mais bacanas, é o estúdio que tenho dentro de casa. Isso facilitou bastante para que o processo fosse todo feito de forma orgânica e, ao mesmo tempo, profissional. Portanto, durante esse período, criamos algumas composições, fizemos arranjos, gravamos, editamos, mixamos e masterizamos todas as músicas”, explica.

Com 14 músicas, sendo cinco autorais, o disco ainda não tem data para ser lançado no Amazonas. Porém, o músico adianta que, em setembro, dentro do projeto ‘Conexão Amazônia/França’, será realizado o concerto ‘Connexion’ (Conexão), no Teatro Amazonas, com a Orquestra de Câmara do Amazonas (OCA), sob a regência do maestro Marcelo de Jesus e participações de Jef Calmard, Madalena Trabuco e Márcia de Carvalho.

Entre as faixas do disco estão: ‘Meu Nome Eu Não Sei’, ‘Encabulado’, ‘Obrigada Partida’, Cantos da Floresta’, ‘Cumbia Exportação’, ‘Dengoso’ e a faixa-título ‘Rivières’

Outra ação revelada pelo músico, é a criação da Maison do Choro de France, também em Paris, que buscará agregar diversas atividades, desenvolvendo a Música Popular Brasileira (MPB), por meio do choro, e também mantendo a cultura amazônica em evidência, por meio das divulgações.

“A Maison vai receber ateliês de cursos de música, concertos e intercâmbios com associações e clubes de choro do Brasil”, adianta. Por conta disso, ele recebeu, do Instituto Jacob do Bandolim, o direito de ser representante da instituição no Amazonas e também na França.

“Queremos fazer uma espécie de feira multicultural anualmente, onde possamos trabalhar artistas franceses e amazônicos, nos dois cantos: Amazonas e França. Mas por agirmos de forma independente, esse projeto não será realizado agora. Mas esperemos que, em breve, ele possa sair do papel”, finaliza.

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