Cia. de Intérpretes Independentes leva espetáculo ‘Réquiem para Dois’ à Ipanema

Bruno Mazieri / portal@d24am.com

Manaus – Depois de passar por Brasília, Belo Horizonte, Ouro Preto e, claro, Manaus, chegou a vez de o Rio de Janeiro conferir o espetáculo amazonense ‘Réquiem para Dois’, da Cia. de Intérpretes Independentes (CII). A montagem, contemplada com o Prêmio Funarte de dança Klauss Vianna 2015 e que segue para sua fase final, será apresentada de 21 a 28 de março, no Teatro Cândido Mendes, em Ipanema.

Segundo Ricardo Risuenho, diretor da companhia e quem divide a cena do espetáculo com Anna Raphaella Costa, ‘Réquiem para Dois’ trata da morte sob a ótica de quem fica. “Ao longo de quase três anos, estamos falando desse tema tão importante que é a perda. Viajamos por várias cidades do Brasil e chegamos até a Itália, em 2015. Além da exibição da montagem, o prêmio visou integrar o grupo com cursos de dança e teatro de cada uma das cidades por onde passamos”, explica.

Durante 40 minutos, o público pode conferir a ação dos dois personagens, em um cenário que conta com duas cadeiras e, aproximadamente, 500 crisântemos brancos. “Isso serve como pano de fundo para falar sobre esse partir e de que forma isso reflete no outro. É nele que acontece o velório e o enterro”, salienta Risuenho, lembrando, também, dos movimentos feitos com os membros superiores — foco da pesquisa da companhia, há mais 10 anos.

Aliás, por onde passa, o diretor da companhia local apresenta a palestra ‘No Volver dos Braços da Criação’, que busca mostrar reflexões sobre os processos de criação e a pesquisa de movimento da Cia. de Intérpretes Independentes, com seu histórico, os conceitos básicos de corpo, movimento, coreografia, intérpretes, cenografia, figurino, iluminação e processos de criação com os quais a CII trabalha.

“Esse intercâmbio tem sido bastante importante e a receptividade do público é fantástica. Sempre somos bem recebidos e buscamos difundir essa interseção entre a dança e o teatro, marca registrada da companhia. Apesar de não sabermos defini-la, é ela que traz expressividade ao público, arrancando ele dessa comodidade constante”, destaca.

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