Amazonino Mendes promove 21 mudanças no alto escalão

De acordo com o novo governador, em solenidade na sede do governo, ontem pela manhã, nenhum dos seus novos secretários foram indicados de aliados

Asafe Augusto /Redacao@diarioam.com.br

Manaus  – Menos de 24 horas após assumir o cargo,  o governador Amazonino Mendes (PDT)  deu posse, ontem,  ao seu novo secretariado. No total foram 21 mudanças no alto escalão da administração estadual.

De acordo com Amazonino, nenhum dos seus novos secretários foi indicação de aliados políticos. Ele disse que o Estado está sem intervenção administrativa, e vai agir de forma “coerente e firme”. “Meu governo não é concha de retalhos, não reflete acordos políticos, é um governo da boa administração. O momento é importante porque não é simplesmente a posse de secretários. Todos aqui sabem que nós temos uma guerra a vencer em curto prazo. Pode nos falecer a competência, mas, jamais a vontade”, disse.

Secretários vão ajudar a realizar as intenções do Executivo com renúncia, sofrimento e compreensões (Foto: Secom/Divulgação)

O governador destacou que os secretários vão ajudar a realizar as intenções do Executivo, segundo ele, com renúncia, sofrimento e compreensões e que eles devem ter consciência do servir. “Ganhar o governo não significa que a pessoa foi premiada. É uma tomada de consciência de que temos deveres”, ratificou.

Empossado como secretário de Estado de Segurança Pública (SSP), Bosco Saraiva reafirmou que o que já vinha dizendo sobre o trabalho na pasta e as ações gerais de todo o secretariado. “Hoje estão empossados não um grupo de secretários, mas um grupo de guerreiros que são a liga para reconstruir o Estado em 12 meses”, declarou.

Bosco afirmou que não esqueceu as promessas de campanha. “Nós vamos sim cumprir a missão que nos comprometemos em campanha. Vamos fazer uma ação direta com a população para que a esperança do povo seja realizada. O governador conta com cada um de nós como um soldado de linha de frente”, ponderou.

Amazonino faz transmissão de cargo na saúde e chama atenção para os problemas do setor

Ontem à tarde, o governador conduziu ao cargo de secretário de Estado de Saúde o médico Francisco Deodato. “Há muitas formas de matar alguém e uma das mais eficazes e crueis é com a falta de gestão na saúde pública. Muita gente morre em decorrência do nosso serviço ou da ausência dele”, disse.

Amazonino Mendes apelou aos servidores do setor, para que o ajudem na reconstrução da saúde.

Amazonino afirmou  que, no último ano do seu mandato como governador, em 2002, o orçamento para a saúde era de R$ 367 milhões e vários investimentos foram realizados. “De 2014 para 2015, o orçamento foi para R$ 3,2 bilhões e a Saúde está um caos. Queremos saber para onde foram levados os recursos do setor? Que rio estranho é esse por onde ele percorreu?”, questionou.