Arthur é único a defender saída de Aécio do PSDB, em enquete com executivos do partido

A declaração foi dada pelo prefeito de Manaus em uma enquete realizada pela Folha de São Paulo. Aécio Neves virou réu no Supremo Tribunal Federal (STF), por corrupção e obstrução de Justiça

Asafe Augusto / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB-AM), disse que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) deveria sair do partido, após ter se tornado réu no Supremo Tribunal Federal (STF), por corrupção e obstrução de Justiça. A declaração foi dada pelo prefeito em uma enquete realizada pela Folha de São Paulo, na semana passada.

Arthur destaca que a sondagem eleitoral o coloca em condição de competitividade no cenário nacional (Foto: Sandro Pereira)
“Se o PSDB tivesse uma comissão de ética que funcionasse e não fosse uma reunião de compadres, eu acho que deveria, sim. Na verdade, ele deveria tomar a atitude de sair, mas não sendo o caso, a comissão de ética tinha que tomar essa atitude”, respondeu Arthur.

A enquete foi realizada com membros da Executiva do partido, e dos 41 ouvidos. Apenas Arthur Neto defendeu a saída de Aécio. Outros 12 afirmaram que o senador não deve ser expulso da legenda ou impedido de se candidatar por ter virado réu.

Eles pregam a cautela, afirmando que é preciso esperar a decisão final do Supremo. Os que defendem a permanência do senador, segundo a enquete, também entendem que não há motivos para a expulsão do parlamentar e disseram que a decisão sobre uma eventual candidatura à reeleição cabe apenas a ele e ao diretório estadual mineiro.

Outros 23 não quiseram se posicionar sobre o assunto.

Os questionamentos feitos aos membros foram se o senador deveria ser expulso do partido; e se Aécio, permanecendo na legenda, deveria desistir de sair candidato ou ser impedido de disputar o pleito pela cúpula tucana.

Aécio Neves virou réu pela primeira vez no Supremo, no dia 17 de abril, por causa do episódio em que foi gravado pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, da JBS, em março de 2017. As acusações são de corrupção e obstrução de Justiça.