Assembleia Legislativa cobra Amazonino na Justiça por emendas

Mandado de Segurança foi protocolado em função do não cumprimento das emendas parlamentares impositivas apresentadas pelos deputados ao Orçamento do Estado, para o exercício de 2018

Da Redação

Manaus – A Assembleia Legislativa do Estado (ALE) ingressou, na tarde desta terça-feira (26), com um mandado de segurança no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), contra o governador do Amazonas, Amazonino Mendes. A ação foi protocolada em função do não cumprimento das emendas parlamentares impositivas apresentadas pelos deputados ao Orçamento do Estado, para o exercício de 2018. O mandado foi interposto pelo presidente do Legislativo Estadual deputado estadual David Almeida (PSB) e distribuído ao desembargador João Simões.

A ação expõe que das 583 emendas apresentadas pelos parlamentares, 559, que juntas somam R$ 132,2 milhões, que cumprem todas as normas técnicas para serem liberadas. Porém, o Poder Executivo até o momento não fez o repasse da verba a seus destinatários, aponta a peça.

Conforme o mandado, até esta terça-feira (26), o governador Amazonino Mendes não atendeu a obrigatoriedade da execução orçamentária e financeira das emendas impositivas já aprovadas (Foto: Sandro Pereira)

O documento assinado pelo presidente da ALE deputado David Almeida (PSB) aponta que, a partir do dia 26 de abril de 2018, a execução das emendas passou a ser obrigatória por parte do governo e suas respectivas secretarias, no presente exercício financeiro. Conforme o mandado, até esta terça-feira (26), o governador Amazonino Mendes não atendeu a obrigatoriedade da execução orçamentária e financeira das emendas impositivas já aprovadas.

A obrigação do cumprimento das emendas é “expressamente determinada nos parágrafos 8º, 10º e 17º do Artigo 158 da Constituição Amazonense, e muito menos noticiou a forma de como e quando pretende dar execução às referidas emendas, a fim de garantir o direito constitucionalmente assegurado ao Poder Legislativo amazonense, e de forma equitativa, impessoal e igualitária atender a todos os Deputados”, diz trecho da ação.

O mandado de segurança pede que as emendas sejam executadas antes do período de impedimentos gerados pela legislação eleitoral, a fim de evitar danos graves causados a sociedade em razão da não execução das obras e serviços assegurados pelas mesmas.

“A natureza impositiva das referidas emendas, como o próprio nome indica, impõe a execução orçamentária e financeira, de forma prioritária, obrigando o Poder Executivo a executá-las, em respeito às prerrogativas constitucionais asseguradas ao Poder Legislativo”, diz o texto.

Para David Almeida, o governador está protelando cumprimento das emedas impositivas, até que chegue o período eleitoral, quando estará impedido de executar as emendas. Como são transferências voluntárias, os valores das emendas podem ficar a cargo do executivo, quando este é um direito dos parlamentares.

“Nós vamos cobrar na Justiça para que o governador cumpra a Lei e respeite a iniciativa dos deputados. Nenhum parlamentar está pedindo um favor ao governo. Estamos querendo que se respeite a norma aprovada pela Assembleia Legislativa”, disse o presidente da Assembleia.

Emendas impositivas

Aprovada como emenda constitucional, os deputados passaram a ter direito a emendar o orçamento. No final do exercício de 2017, cada deputado apresentou emendas no valor total de R$ 5,7 milhões junto ao Orçamento do Estado, sendo que 25% obrigatoriamente para área de educação e 12% para saúde.