Benefício com retroativo a servidores da Educação é tema de discussão na Câmara

A Prefeitura de Manaus paga, hoje, com retroativo a agosto, a progressão por tempo de serviço a educadores da rede municipal de ensino. Ao todo, 6.049 servidores receberão o benefício

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Vereadores de Manaus discutiram, ontem (20), o pagamento do benefício e compromisso do Executivo Municipal com a valorização dos educadores e o uso da verba do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para o repasse com ganhos reais na aposentadoria.

O presidente da Câmara, Wilker Barreto, explicou que tem acompanhado o esforço do prefeito Arthur Neto nas ações de valorização e respeito aos professores. “Quero destacar aqui uma gestão que há quatro anos, mesmo com a pior crise econômica da história da República, tenta e consegue manter em dia seus compromissos com a categoria e com a cidade”, destacou.

Gestão mantém, mesmo com a pior crise, compromissos com educadores (Foto: Semcom/Divulgação)

Líder do prefeito na Câmara, o vereador Joelson Silva (PSC) disse que o que a prefeitura está priorizando é a carreira do educador.

Para o vereador Gilvandro Mota (PTC) o prefeito demonstra a preocupação “com o futuro destes educadores”.

O presidente do Sinteam, Marcos Libório, disse que “essa é uma conquista há muito tempo discutida com a Prefeitura, que sempre demonstrou interesse em garantir melhorias aos profissionais da educação municipal”. Para ele, “é um ganho real e não uma política pontual. A carreira é a vida do servidor e, por isso, defendemos essas promoções que vão agregar ganhos até na aposentadoria”.

Ainda em agosto, a prefeitura beneficiou, aproximadamente, 1,5 mil servidores da Semed com o pagamento da progressão por titularidade. A expectativa é que na folha de pagamento do mês de outubro sejam incluídos os demais servidores da Semed – totalizando os mais de 10 mil – que serão alcançados com os benefícios das progressões e reenquadramento.

Conforme a Lei Federal 11.494/ 2007, que regulamenta o Fundeb, pelo menos 60% dos recursos dos recursos devem ser aplicados na remuneração de profissionais do magistério e os outros 40% em despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino. Atualmente, a prefeitura utiliza 82% em pagamentos de salários, devido à priorização de manter os salários dos educadores.