Candidato à reeleição ao Senado, Eduardo Braga ressalta a importância da BR-319

Em entrevista ao programa DIÁRIO DA MANHÃ, na RÁDIO DIÁRIO, Braga destacou temas como Meio Ambiente, Polo Industrial, Educação e Emprego e Renda

Bruno Mazieri

Manaus – Primeiro entrevistado da série de entrevistas da RÁDIO DIÁRIO 95,7 FM com os candidatos ao Senado, promovida pela REDE DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (RDC), o senador Eduardo Braga (MDB), que concorre à reeleição, esteve presente, na manhã desta segunda-feira (10), no programa ‘Diário de Notícias’. Braga iniciou sua fala destacando a importância da BR-319 para o Estado.

Eduardo Braga ressaltou a importância da BR-319, em entrevista na RÁDIO DIÁRIO (Foto: Raquel Miranda)

“A BR-319 volta a ser pauta e nós acreditamos que isso é fruto do trabalho da Comissão de Infraestrutura – do qual é titular – e resgata definitivamente a ‘caixa preta’ da rodovia federal que, afinal de contas, são 19 anos que o povo amazonense aguarda que ela seja licenciada e que possamos finalmente se interligados com o resto do Brasil. Muitos equívocos e omissões aconteceram nesse tempo e que, agora, estão claros, documentados e a Advocacia Geral do Senado, bem como os assessores parlamentares, estão analisando no limite da Constituição e do Regime Interno do Senado, quais as medidas no campo jurídico que a comissão dispõe para apurar crimes de responsabilidade contra a nação e contra os brasileiros que vivem nessa região”, disse.

Além disso, o candidato ao Senado revelou que, também, há 19 anos é esperado um estudo de impacto ambiental e a licença ambiental e que “se quer foram entregues esses estudos para que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para ser enquadrado no prazo de 90 dias que estabelece a Lei Complementar nº 140 de 2012”.

“Portanto, essa comissão parlamentar terminou com a aprovação de um grupo de trabalho multiministerial com a presença dos ministros da Justiça, dos Transportes e Meio Ambiente. Bem como a diretora do Ibama, a diretora de licenciamento ambiental do Ibama, o diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e temos, até o final do ano, um prazo estabelecido para que eles apresentem todos os cronogramas para a liberação do asfaltamento ente Humaitá e a Comunidade da Realidade, como a construção sobre o Rio Igapó-Açu. Só isso dará um resultado prático e efetivo de praticamente 100 quilômetros dos 450 quilômetros que faltavam ser concluídos”, adiantou.

Polo Industrial

Questionado sobre os ataques que o Polo Industrial de Manaus (PIM) vem sofrendo ao longo dos anos por conta do seu modelo, Braga destacou que criar novas alternativas é uma opção para que o Estado não seja tão ‘dependente’ do PIM.

“Efetivamente podemos criar novas alternativas. Quando estive no governo do Amazonas, apontei o caminho da Zona Franca Verde, que criava arranjos produtivos com açaí, guaraná, andiroba, copaíba, mas para entrar no agronegócio é preciso milho, e para isso é necessária uma nova tecnologia de sementes de milho e colheita em várzea, pois em terra firme não temos como desmatar. Outro ponto central é tecnologia. Estamos na nona geração de semente de soja tentando o experimento, de novo, no sul do Amazonas”.

Braga também disse que outra questão econômica que pode dar certo, para ele, é a mineração. Mas que, para isso, precisa de uma legislação estadual que possa facilitar e desburocratizar o grande empreender na área. “Esse sim gerará emprego, desenvolvimento. Se resolvermos tudo isso e retomarmos projetos que gerem emprego, renda, garanta o escoamento da produção, a compra do produto, nós vamos voltar a ter uma macroeconomia nos municípios do interior. E podemos voltar as nossas atenções para a indústria do petróleo e do gás que está prejudicada pela falta de investimento da Petrobras, nos últimos 12 anos, desde a descoberta do Pré-Sal”, disse.

Educação

Sobre educação, o candidato ao Senado acredita que o Amazonas “precisa melhorar muito” nesse aspecto. De acordo com ele, o Estado estava nesse caminho, quando governador, implementando da 5ª a 9ª série na zona rural e o Ensino Médio também na zona rural por conta da tecnologia. “Os índios precisam de tecnologia bilíngue para que eles possam ter uma forte qualidade de educação. É preciso investir nas escolas de tempo integral, escolas profissionalizantes, é preciso consolidar a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e mais, não podemos perder a lei cotas da UEA. Porque ela é fundamental para dar oportunidade aos jovens do interior do Estado e das escolas públicas da capital a ter acesso ao Ensino Superior. E o Supremo está na eminência de dizer que isto é ilegal. É injusto você pegar uma universidade 100% bancada com recursos do Estado para dar vagas àqueles que estudaram escolas privadas em São Paulo, Paraná, Santa Catarina. A desigualdade jamais será vencida desta forma”, disse.

Meio Ambiente

Extinta na gestão do ex-governador cassado, José Melo, a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (SECT) dava suporte à pesquisas ambientais no Estado. Por conta disso, houve uma redução no que diz respeito ao assunto. Segundo o senador, é preciso voltar a fazer planejamento estratégico sobre o tewma. “O governo Melo foi um desastre. O Melo foi um erro. Tenho orgulho de ter dito que isso seria um erro e tenho orgulho de ter ido à Justiça até as ultimas consequências para remover esse mal que estava instalado no nosso Estado. Agora, é preciso investir em ciência, meio ambiente, tecnologia, pois sem isso não teremos futuro”.

Ao finalizar, Braga lembrou que esta eleição é uma oportunidade de “podermos ter um governo, um senador da República, deputados e presidente que estejam comprometidos com o Brasil que saia da crise”. “Com um Brasil que volte a gerar emprego, investir em ciência, que seja um instrumento para preparar os brasileiros para o futuro. Para isso, precisamos investir na educação, na infraestrutura, em tecnologia, em financiamento da casa própria, voltar a gerar emprego e renda. Só assim teremos um Brasil melhor”.