Chapas ao governo serão fechadas nesta sexta-feira

Maioria dos partidos marcou convenções para hoje. Após a convenção, o partido encaminha a ata da reunião ao TRE pedindo o registro do candidato

Da Redação/redacao@diarioam.com.br

O registro dos candidatos pode ser feito até as 19h do dia 19 de junho (Foto: Divulgação)

Manaus – As especulações sobre quais serão os candidatos ao Governo do Amazonas, seus vices e as coligações que formarão para a eleição complementar no dia 6 de agosto, devem terminar hoje, último dia para a realização das convenções partidárias, de acordo com o Calendário Eleitoral, previsto na Resolução 007/2017 do Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE). O registro dos candidatos pode ser feito até as 19h do dia 19, a próxima segunda-feira.

Maioria dos partidos marcou suas convenções para hoje. Após a convenção, o partido encaminha a ata da reunião ao TRE pedindo o registro do candidato, que será distribuído a um juiz relator, que ouve o Ministério Público Eleitoral (MPE) e, depois, encaminha ao julgamento do pleno do TRE. Após o pedido do registro começa a contar um prazo de cinco dias para o MPE, coligações, partidos políticos ou outros candidatos, se quiserem, impugnarem os registros”.

O secretário-geral do diretório estadual do PMDB, Miguel Capobiango, informou que o partido fará sua convenção para confirmar a candidatura do senador Eduardo Braga, hoje, na Quadra de Escola de Samba do bairro Alvorada.

“Temos alguns partidos que já sinalizaram coligação, mas em relação a um nome para vice-governador, nós não temos ainda não. Em relação à candidatura majoritária, o (senador) Eduardo Braga é nosso pré-candidato. Vamos levar o nome do Eduardo para a convenção para ser aprovado”, disse Capobiango.

O presidente estadual do PDT, deputado federal Hissa Abrahão, informou que a convenção será na sede do partido, no conjunto Morada do Sol, onde o ex-prefeito Amazonino Mendes terá seu nome homologado como candidato.
A Executiva do Partido dos Trabalhadores realiza sua convenção, hoje, para oficializar a candidatura do deputado estadual José Ricardo Wendling. O evento será no Sindicato dos Metalúrgicos (SindMetal), às 18h, na Praça 14.

Segundo o presidente municipal do PR em Manaus, o ex-deputado estadual Marcelo Ramos, o partido também fará convenção hoje. O PR não informou se terá candidato próprio ao governo ou se coligará com outros partidos.

O deputado federal Silas Câmara (PRB) disse que o partido fará a convenção hoje, para homologar o seu nome como candidato a governador e o do coronel da Polícia Militar Amadeu Soares como vice. Segundo ele, “por enquanto já temos uma coligação consolidada com o PPL, PTC e PSC. É possível ainda ampliar a coligação”.

Com chapa definida para a eleição suplementar deste ano, a Rede Sustentabilidade e o PSOL apresentam hoje o deputado estadual Luiz Castro (Rede) e o delegado de Polícia Civil João Victor Tayah (PSOL), respectivamente, como candidatos a governador e vice. A oficialização das candidaturas acontecerá às 16h, na Escola do Legislativo, na Assembleia Legislativa do Estado.

Também está prevista para hoje a convenção, a partir das 10h, do PHS, na casa de show Rancho Sertanejo, na Avenida Nilton Lins, que deve confirmar a candidatura ao governo do presidente da Câmara Municipal de Manaus, Wilker Barreto (PHS), tendo como vice a presidente do PV, Eliane Ferreira.

A eleição suplementar será realizada em consequência da cassação do mandato do ex-governador José Melo e de seu vice, Henrique Oliveira (SD), condenados por compra de votos nas eleições de 2014. A Justiça determinou a posse imediata do presidente da Assembleia Legislativa do Estado, David Almeida (PSD), para um mandato interino até a a escolha, pelo voto direto, do novo governador.

Candidatos tem prazo curto para desimcompatibilização

Segundo a Resolução do Tribunal Regional Eleitoral, após escolha em convenção partidária, o candidato tem o prazo de 24 horas para se desincompatibilizar e estar com seu pedido de desincompatibilização formalmente deferido pela autoridade à qual está subordinado, sob pena de indeferimento do pedido de registro de candidatura.

A desincompatibilização tem como objetivo impedir que alguém que deseje se candidatar a cargo eletivo faça proveito do cargo público, da função pública ou da atividade profissional que exerce em benefício de sua campanha eleitoral, em detrimento da isonomia que deve existir entre os candidatos.

De modo geral, a regra vale para servidores públicos efetivos ou comissionados, dirigentes ou representantes de autarquias, fundações, empresas, cooperativas, instituições de ensino (etc) que recebam verbas públicas; dirigentes ou representantes de órgãos de classe.

Esta documentação será anexada ao pedido de registro de candidatura, e se não estiver correta, acarretará impugnação do registro.