Criado por Arthur, comitê de crise terá oito membros da PMM

Criado pelo prefeito de Manaus Arthur Neto, comitê tem o objetivo de acompanhar e enfrentar as consequências da paralisação dos caminhoneiros no âmbito municipal

Álisson Castro

Manaus – Oito representantes de órgãos da esfera municipal irão compor o Comitê de Gerenciamento de Crise criado, na última sexta-feira (25), pelo prefeito de Manaus Arthur Neto para acompanhar e enfrentar as consequências da paralisação de caminhoneiros no âmbito municipal. O comitê foi criado no mesmo decreto que declara situação de emergência em Manaus por causa da paralisação.

Comitê foi criado no mesmo decreto que declara situação de emergência em Manaus por causa da paralisação (Foto: Mário Oliveira/Semcom)

Coordenado pelo prefeito de Manaus Arthur Neto, o comitê terá como membros o vice-prefeito de Manaus Marcus Rotta; procurador-geral do Município, Rafael Albuquerque de Oliveira; secretário municipal de Finanças, Tecnologia da Informação e Controle Interno, Lourival Praia; secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi; secretário municipal de Limpeza Urbana, Paulo Farias; superintendente municipal de Transportes Urbanos, Franclides Ribeiro; diretor-presidente da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados de Manaus, Fábio Alho; e ainda o secretário municipal de Comunicação, Eric Gamboa.

No decreto, que será publicado no Diário Oficial do Município desta segunda-feira, é estabelecido que compete ao comitê: propor e adotar todas as medidas, administrativas ou judiciais, visando à manutenção dos serviços públicos essenciais; monitorar e acompanhar a situação de abastecimento e operação dos serviços públicos essenciais, bem como propor a eventual decretação de estado de calamidade pública; e propor, na hipótese de iminente perigo público, a requisição de propriedade ou bem particular”, consta no documento.

O documento define ser serviços públicos essenciais o transporte de pacientes e de insumos para a manutenção das atividades de saúde, transporte público coletivo urbano de passageiros, sistema de coleta de lixo, serviços funerários e defesa civil.

Quanto às secretarias e órgãos da administração municipal, fica determinada a adoção de plano de racionalização do uso de bens públicos, “visando à prevenção do desabastecimento e à manutenção das regulares atividades públicas”.

Ainda em relação ao gerenciamento da crise de desabastecimento, o prefeito esteve, no último sábado (26), no Comando Militar da Amazônia (CMA) para conversar com o general César Nardi, que fez cumprir, com o apoio da Polícia Militar, a ordem da Justiça Federal que determinou a desobstrução de vias públicas afetadas pelo protesto de caminhoneiros. Logo depois, visitou a maior garagem de ônibus da cidade, para verificar o funcionamento do transporte coletivo após a normalização do abastecimento de combustível.