Da cassação de Melo ao dia das eleições suplementares: confira os principais fatos

Desde o 26 de janeiro do ano passado até este domingo, 6 de agosto, o Amazonas passou por uma reviravolta no comando do governo do Estado

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – Desde o 26 de janeiro do ano passado até este domingo, 6 de agosto, o Amazonas passou por uma reviravolta no comando do governo do Estado. Confira os principais fatos neste período

 

Governador é cassado: No dia 25 de janeiro de 2016, o Tribunal Regional Eleitoral cassou o mandato do governador José Melo (Pros) e do vice, Henrique Oliveira (SD), por 5 votos a 1. Melo foi condenado por ter se beneficiado de um esquema de desvio de recursos públicos para corromper eleitores. A ação contra o candidato eleito foi ajuizada pela Coligação Renovação e Experiência.

 

 

 

  • Melo recorre: O governador cassado, José Melo recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
  • TSE confirma cassação: No dia 4 de maio deste ano, o TSE manteve a cassação de José Melo e Henrique Oliveira. A cassação foi a sexta de um governador desde a redemocratização do País, em 1985.
  • TSE confirma eleição direta: Além de confirmar a cassação do governador, o Tribunal Superior decidiu que a escolha do novo governador será por voto direto, uma mudança prevista na minirreforma de 2015. Antes, o posto era ocupado pelo segundo colocado nas eleições ou por voto indireto.

Amazonino é internado: No dia 13 de maio, depois de ter sido cotado para concorrer ao pleito deste ano, o ex-governador Amazonino Mendes, de 77 anos, foi submetido a um procedimento médico e internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Em 2016, Amazonino já havia sido internado em Manaus com pneumonia. No seu último ano como prefeito, o hoje candidato passou por uma cirurgia cardíaca também no Sírio Libanês, quando ficou internado por 27 dias.

 

  • Ex-vice entra com ação: Henrique Oliveira, vice-governador cassado, ingressou com uma ação cautelar para suspender as eleições suplementares no Estado.
  • Deputados questionam: A mesa diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE) entrou com ação junto ao TSE para que a escolha do novo governador fosse por eleição indireta, ou seja, que os deputados tirassem do povo o direito de escolha.

 

Convenções confirmam candidatos: No dia 16 de junho, oito candidatos foram confirmados nas convenções partidárias para concorrer ao pleito suplementar: Amazonino Mendes (PDT), Eduardo Braga (PMDB), José Ricardo (PT), Liliane Araújo (PPS), Luiz Castro (Rede), Marcelo Serafim (PSB), Rebecca Garcia (PP) e Wilker Barreto (PHS). Depois do prazo, também foi confirmada a participação de Jardel (PPL).

 

  • Lewandowski suspende eleição: No dia 28 de junho, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) determina a suspensão da eleição para governador do Amazonas.
  • Nova decisão mantém eleição: O ministro Celso de Mello tornou sem efeito a decisão de Lewandowski e restabeleceu o processo eleitoral no Amazonas.

 

Vice de Rebecca é impugnado: O TRE-AM decidiu, no dia 25 de julho, pela impugnação do registro de candidatura do deputado estadual Abdala Fraxe (PTN), vice na chapa de Rebecca Garcia.  A decisão foi tomada em ação do Ministério Público Eleitoral (MPE) e da coligação ‘União pelo Amazonas’, que tem como candidato o senador Eduardo Braga (PMDB). Em junho, a menos de dois meses da eleição suplementar no Amazonas, a gestão do governador interino do Estado David Almeida (PSD) pagou R$ 7,5 milhões de uma desapropriação de terra de R$ 10,5 milhões aos sogros de Abdala. David apoio Rebecca.

  • Eleitores vãos às urnas: Neste domingo, os eleitores vão às urnas para escolher o governador que comandará o Estado até o fim de 2018, em uma eleição histórica para o Amazonas. O presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes chega a Manaus às 13h