Em Manaus, Gilmar Mendes diz que eleição suplementar no AM é teste para Justiça Eleitoral

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) veio a Manaus para acompanhar as eleições suplementares para governador e visitou a sede do Tribunal Regional Eleitoral

Álisson Castro / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, afirmou, na tarde deste domingo (6), que realizar a eleição suplementar no Amazonas é um bom teste para a Justiça Eleitoral.

“A realização de uma eleição como esta, com todas as dificuldades, se fossemos escolher um estado para fazer uma eleição com este caráter suplementar, certamente, não escolheríamos o Amazonas, por conta de todas as dificuldades, mas isto também é um bom teste para a justiça eleitoral. Vejo inclusive [como teste] para nossas urnas eletrônicas, que têm de funcionar nas aldeias indígenas, estes lugares inóspitos e remotos”, afirmou.

Gilmar Mendes visitou a sede do TRE-AM, em Manaus (Foto: Reinaldo Okita)

Gilmar Mendes visitou, nesta tarde, a sede do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) para acompanhar a realização as eleições suplementares no Estado. O ministro visitou uma seção eleitoral na Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) onde falou com mesários. Em seguida, esteve na sala, onde ocorre a eleição paralela, e cumprimentou os trabalhadores e, em seguida, concedeu entrevista coletiva.

Mendes citou que eleição indireta traria traumas ao processo democrático. “Ao invés de anular a eleição e chamar o segundo colocado ou de estarmos discutindo a realização de eleições indiretas, que também traz traumas para o modelo de democracia, estamos realizando uma eleição direta com a participação de todo o Amazonas”, disse.

Quanto ao recurso ainda em tramitação no TSE que tenta reverter a cassação do ex-governador José Melo, Mendes afirmou que o caso está “resolvido”.

“Não há juízo fático sobre se houve abuso, isto, de certa forma, já está resolvido. O Supremo (Tribunal Federal), quando muito, deve se debruçar sobre aspectos jurídicos, residuais, remanescentes. Eu acredito que hoje não se pode emitir juízo definitivo quando se tem recursos, mas me parece que esta matéria já está resolvida”, afirmou.