Em Manaus, Sindicatos fazem mobilização contra reformas

Professores, bancários e outras categorias querem aderir à greve convocada por centrais sindicais para a sexta-feira

Álisson Castro / portal@d24am.com

Foto: EBC

Manaus – Professores, bancários e até o trabalhadores do transporte público prometem aderir a greve geral convocada por centrais sindicais para a sexta-feira, 28. Os organizadores da greve em Manaus ainda pretendem realizar uma passeata pelas principais ruas do Centro Comercial para protestar contras as reforma trabalhista e previdenciária proposta pelo governo federal em tramitação no Congresso Nacional.

De acordo como secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários de Manaus (STTR), Élsio Campos Rego, a categoria deve paralisar as atividades a partir das 4h de sexta-feira e pretendem manter a greve durante todo o dia. “Já sabemos que diversos órgãos também não irão funcionar como escolas e bancos, além dos vigilantes. As reformas vão prejudicar nossa categoria, assim como todas as pessoas, na verdade, estaremos ainda lutando pela população que também será prejudicada por estas reformas”, afirmou.

O presidente do Sindicato dos Bancários do Amazonas, Nindberg Barbosa dos Santos, disse que os clientes dos bancos devem antecipar os pagamentos ou esperar os bancos reabrirem, na terça-feira, 02. “Estamos esperando uma adesão maciça, amanhã estaremos convocando todos os bancários para aderir ao movimento. Os vigilantes também devem parar as atividades e, sem vigilantes, as agências bancárias não podem funcionar. Será uma greve geral mesmo, para não deixar que se tirem os direitos dos trabalhadores”, disse o presidente.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), Marcus Libório, explicou que aguarda a adesão de professores além de vigias, merendeiras e do setor administrativo da educação. “Sentimos que as pessoas estão motivadas porque o momento é propício porque as pessoas estão acompanhando estas reformas previdenciárias e trabalhistas que só prejudicam os trabalhadores”, afirmou.

No setor industrial paralisação deve afetar os metalúrgicos, setor de plásticos e químicos segundo o secretário de Organização e Política Sindical da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Amazonas, Berenício Lima. “Estamos fazendo assembleias e mobilizando todos a participar e as categorias estão aprovando a paralisação. Os trabalhadores do transporte especial, que fazem rotas levando trabalhadores para o Distrito Industrial, também deve aderir. Ainda na sexta-feira haverá uma concentração na Praça da Polícia (no Centro de Manaus) e um ato público, no final da tarde”, disse.

A presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM), Ísis Tavares, disse que a intenção dos manifestantes é fazer uma passeata na tarde de sexta-feira, saindo da Praça do Polícia em direção à Praça do Congresso, no Centro de Manaus. “Várias categorias já confirmaram e, nesta quarta-feira, haverá assembleias de outras categorias. A idéia é paralisar todos os setores”, disse.