Servidores federais expulsos no AM somam 253

Da Redação / portal@d24am.com


Manaus – O Amazonas manteve a primeira colocação no índice nacional de expulsões por mil de servidores federais ativos, do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria Geral da União (CGU). Os últimos números foram apresentados, ontem,  durante o Dia Internacional contra a Corrupção. Desde 2003, 253 servidores foram expulsos, por causa de irregularidades, no Estado, ou 11,42 por mil: este ano, foram expulsos 24, contra 17, no ano passado.

O Ministério informou que, em todo o País,  6.130 servidores foram expulsos do serviço público, entre 2003 e 2016. Destes, 65% estavam envolvidos em corrupção, o que representa quase 4 mil servidores. Apenas em 2016, foram expulsos do serviço público 471 funcionários.

Em balanço apresentado durante o Dia Internacional contra a Corrupção, o ministério informou que, desde 2003, foram deflagradas 247 operações de combate a corrupções. Essas operações foram realizadas em ações que somam R$ 4 bilhões.

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Transparência, Wagner Rosário, 67% dos atos de corrupção investigados nessas operações ocorreram em áreas de saúde e educação. “São obras inacabadas, desvios em merenda escolar, medicamentos vencidos e mal armazenados que não servem ao seu propósito”, disse Rosário.

O secretário afirmou, ainda, grande parte das ações ocorrem em municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). “O baixo IDH é uma das consequências das ações de corrupção”.

Somente em 2016, a controladoria aplicou 1.104 punições para empresas privadas por denúncias de corrupção. Dessas, 30 empresas estavam envolvidas com as denúncias da operação Lava Jato e 3 foram declaradas inidôneas e não poderão fazer contratos com o setor público. São elas: Mendes Júnior, Skanska e Iesa.

De acordo com o ministério, de janeiro a junho de 2016 as ações da controladoria geraram R$ 952 milhões aos cofres públicos. Desde 2012, as ações economizaram R$ 15,9 bilhões aos cofres públicos. Só em 2015, a economia foi de R$ 2,4 bilhões. Foram deflagradas operações especiais em parceria com a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF), que identificaram prejuízo de bilhões; e houve fiscalização de R$ 17,5 bilhões descentralizados a 70 municípios e aos 26 Estados para a execução de políticas públicas. Em 2016, foram contabilizados R$ 952 milhões em diminuição de desperdícios, aumento da eficiência e retorno de recursos com aplicação indevida.