Simpósio debate o combate à corrupção e as boas práticas de gestão e liderança

No dia 9, no Manaus Plaza Shopping, será aberto o simpósio apoiado pela REDE DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (RDC) e promovido pela Associação dos Delegados de Polícia Federal do Amazonas

Asafe Augusto

Brasília – As organizações criminosas, operação Lava Jato, boas práticas de gestão e educação e liderança, serão os temas do 3º Simpósio Nacional de Combate à Corrupção, que acontece no próximo dia 9 de junho, no Manaus Plaza Shopping, na Avenida Djalma Batista, Chapada, zona centro-sul. O evento é uma realização da REDE DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (RDC) e da Associação dos Delegados de Polícia Federal do Estado do Amazonas (ADPF-AM).

Para Pablo Oliva, o evento promoverá uma grande interação com os palestrantes que vão participar para um enriquecimento mútuo. (Foto: Nathalie Brasil)

De acordo com o presidente da ADPF-AM, o delegado federal Pablo Oliva, o objetivo do simpósio é levantar o tema combate à corrupção à sociedade amazonense. O delegado disse que a Polícia Federal já realiza um extenso trabalho de combate à corrupção e ao desvio de recursos públicos e práticas criminais em geral e, na visão dele, o assunto precisa ser mais discutido.

“Haverá uma grande interação com os palestrantes que vão participar para um enriquecimento mútuo, tanto dos palestrantes, quanto dos participantes que poderão trocar experiências aprendendo práticas jurídicas e não jurídicas no dia a dia de combate aos desvios éticos e à corrupção”, afirmou.

Segundo ele, a população precisa entender que faz parte desse processo e o combate à corrupção depende, não só, das autoridades, mas também da sociedade civil.

“O combate é diário. Não podemos parar nem diminuir enquanto houver os desvios éticos de conduta e crimes. O Brasil está nos trilhos. Temos a operação Lava Jato com mais de 40 fases e nós, no Amazonas, temos a operação Maus Caminhos e em várias operações já mostramos que o delegado, as instituições e os órgãos de controle estão preparados para combater a criminalidade e corrupção”, disse.

A ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon afirmou que é necessário ter uma insistência em punir grandes corruptos para a cultura ser mudada no Brasil.

“Faz pouco tempo que o nosso País combate a corrupção, é praticamente da década de 1990 para cá, e ainda precisamos mudar a cultura até nas instituições, a partir de uma insistência grande da Justiça para punir os que são corruptos”, disse.

Para Eliana, convidada do simpósio, o debate sobre a corrupção é importante para o fortalecimento do combate e a prisão em maiores instâncias.

“Os eventos que falam desse assunto são importantes para entendermos que precisamos combater a corrupção nos grande escalões. Nos pequenos escalões sempre houveram casos e a prisão de pessoas pequenas, os ‘ladrões de galinha’. É preciso prender os grandes corruptos”, afirmou.

O escritor Rossandro Klinjey que, no simpósio, vai falar sobre a importância da educação e da ética no combate à corrupção, disse que o assunto não é algo “novo” para o Brasil.

“A corrupção no Brasil não é uma coisa nova. O que temos visto hoje é que as instituições de fiscalização estão mais fortalecidas do que no passado, temos uma imprensa livre e competitiva, uma Justiça que começa a ter um conjunto de possibilidades de prender pessoas corruptas”, disse ao completar que “está sendo revelado um comportamento que sempre aconteceu e isso dá uma sensação de que estamos em uma crise ética, e temos a sensação de que está pior”, afirmou.

Segundo ele, a greve dos caminhoneiros foi muito didática em mostrar os problemas do cotidiano do brasileiro. “Quantas pessoas são prejudicadas com os impostos da gasolina, quantos donos de postos e vendedores de gás quiseram se aproveitar para ganhar mais. Esse comportamento faz parte do nosso dia a dia e nós precisamos entender que para se mudar um país é necessário mudar as pessoas”, comentou.