Testemunhas de Mouhamad Mustafá chegam para depor na Justiça Federal

O primeiro a chegar foi o deputado estadual Josué Neto (PSD), que demonstrou tranquilidade e afirmou que está na audiência para ajudar a justiça.

Asafe Augusto/redacao@diarioam.com.br

Defesa de Moustafa incluiu Josué Neto, Pedro Elias e coronel Haroldo (Foto: Eraldo Lopes)

Manaus – As testemunhas de defesa escolhidas por Mouhamad Moustafa e convocadas pela Justiça Federal para depor na audiência da operação Maus Caminhos já chegaram para a primeira parte de depoimentos que acontece, na manhã desta sexta-feira (9), na 4° Vara Federal. A operação denunciou desvios de mais de R$ 100 milhões do Fundo Estadual de Saúde do Amazonas.

O primeiro a chegar foi o deputado estadual Josué Neto (PSD). Ele demonstrou tranquilidade e afirmou que está na audiência para ajudar a justiça. O parlamentar acredita que as perguntas feitas a ele serão referentes a tramitação do um Projeto de Lei Ordinária (PLO) n°196/2013, o qual foi aprovado em apenas 23 dias, fato que causou estranheza ao Ministério Público Federal (MPF), pois, se tratava de um projeto que, em junho de 2013, trazia um ente privado para atuar no poder público, mais especificamente na Secretaria de Estado da Saúde (Susam).

“O projeto tramitou na normalidade e legalidade. O projeto tramitou em 23, o que é normal. Não houve pressa. Eu sou uma testemunha que vem para contribuir com a justiça. Eu era o presidente e a responsabilidade pela distribuição da matéria era minha. Nos autos não há nem citação ao meu nome, mas sim a tramitação do projeto na Casa”, disse o deputado.

A segunda testemunha de defesa de Mouhamad convocada pela Justiça foi o ex-secretário de Saúde, Pedro Elias, que não quis falar com a imprensa.

O terceiro a chegar para depor foi o Coronel da Polícia Militar, Aroldo Ribeiro. Ele afirmou que não sabe o motivo de ter sido convocado, mas compareceu à 4ª Vara para cumprir uma ordem da Justiça.

O procurador da República, Alexandre Jabuor, afirmou, em novembro de 2016, que o esquema criminoso de Mouhamad contava com um ‘braço armado’, composto por 11 policiais, entre civis e militares, comandados pelo coronel Aroldo Ribeiro, ex-Subcomandante Geral da Polícia Militar do Amazonas, afastado em setembro de 2014.

Segundo Jabur, os policiais eram contratados de forma avulsas e praticavam tortura, como foi o caso do contador Gilmar Fernandes Correa. O procurador explicou que a tortura aconteceu porque a organização desconfiou que o contador estava roubando dinheiro do esquema.

 

Atualizado às 11:17