Trabalhadores, estudantes e servidores públicos se reúnem no Centro contra governo Temer

No Amazonas, as principais centrais definiram pela adesão ao movimento nacional e querem uma paralisação maior do que a realizada em abril, contra as reformas trabalhista e da previdência. Concentração iniciou na Praça da Saudade, no Centro de Manaus

Gisele Rodrigues e redação/ redacao@diarioam.com.br

Categorias começam a se reunir no Centro de Manaus (Foto: Eraldo Lopes)

Manaus –  As manifestações contra as reformas do governo Temer começaram tímidas no início desta sexta-feira (30), em Manaus. Cerca de 50 trabalhadores de diversas categorias se reuniram na Praça da Saudade, no Centro de Manaus.

Segundo a presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), no Amazonas, Isis Tavares, trabalhadores da Refinaria de Manaus Isaac Sabá (Reman )paralisaram. Em diversas cidades do país estão sendo desenvolvidas em apoio a movimento ‘Fora Temer ‘, em apoio ao ato.

Na avaliação de Tavares, a multa que impede o Sindicato dos Rodoviários de parar a categoria também enfraqueceu o movimento.

“Os rodoviários junto com os professores representam uma grande força ao movimento. E a justiça e os empresários estão punindo os trabalhadores que não podem se manifestar”, disse.

Estudantes, servidores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), servidores da Secretaria da Fazenda e da Eletrobras  estão reunidos no local, desde as 7h.

Ainda segundo Isis, vigilantes e bancários também vão aderir a greve, paralisando as agências do centro da capital.

 

Greve geral

As centrais e parte dos sindicatos de trabalhadores prometem aderir ao movimento nacional de greve, hoje, contra as reformas trabalhista e da previdência e o governo Temer e ameaçam paralisar parte das empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM). No setor público, os servidores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam)  e do Judiciário também anunciaram adesão.

A decisão de aderir ao movimento foi tomada em assembleia das categorias. Na reunião do  Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (SindMetal-AM) participaram representantes de várias categorias e movimentos sociais, juntamente com a direção da Central Única de Trabalhadores (CUT), (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e CSP-Conlutas, entre outras associações sindicais.

“Nós vamos fazer esse movimento para barrar o massacre do governo Temer contra os direitos dos trabalhadores”, disse o  presidente da CUT no Amazonas, Valdemir Santana, que cobrou, ainda, a participação e uma posição clara dos políticos sobre as reformas.

“A concentração vai começar às 7h, na Praça da Saudade, Centro de Manaus, e às 9h iniciaremos uma grande caminhada. Além dessa atividade conjunta, os trabalhadores realizarão diversas atividades de conscientização em suas bases durante todo dia. Algumas categorias já definiram pela greve, como petroleiros, professores universitários e servidores públicos federais”, informou o vice-presidente do Sindicato dos Servidores do Tribunal Regional do Trabalho no Amazonas e Roraima (Sitra-AM/RR), Luis Cláudio Corrêa.

Os representantes das centrais afirmam que o movimento desta sexta será prolongado, com o objetivo de atingir o máximo de trabalhadores durante todo o dia de greve, finalizando a partir de 16h, na Praça do Congresso, também no Centro, com apresentações culturais e novas manifestações das entidades presentes.

A expectativa dos dirigentes sindicais do Amazonas é de que a paralisação de  supere a greve geral do dia 28 de abril, quando milhares de trabalhadores e trabalhadoras marcham pelas ruas das principais cidades brasileiras.

Os professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) aprovaram, na última quarta-feira,  a adesão à greve geral, segundo orientação da apontada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). De acordo com o 1º secretário do ANDES-SN, Jacob Paiva, a adesão ao movimento precisa ser construído ativamente, com a mais ampla unidade, sem deixar “que diferentes posições sejam impeditivas na construção dessa luta unitária”, disse.