Três secretários vão ser chamados na ALE

Crise na Saúde domina o assunto na Assembleia e requerimento do deputado Wilker Barreto (PHS) convoca o secretário da pasta, além do gestor da Educação por contratos sem licitação e o da Casa Civil

Asafe Augusto com Assessorias / redacao@diarioam.com.br

Manaus – A saúde foi o assunto mais comentado na Assembleia Legislativa do Estado (ALE). Os deputados independentes e o de oposição cobraram sobre a situação dos hospitais e a falta de medicamentos e de leitos. Já um requerimento do deputado Wilker Barreto (PHS) convoca os secretários de Saúde e de Educação para falar sobre contratos sem licitação e da Casa Civil.

O parlamentar solicita do secretário da Susam e vice-governador, Carlos Almeida, a previsão para o reabastecimento e reposição do estoque de remédios, informações sobre procedimentos licitatórios, assim como os leitos disponíveis na capital. No documento, diretores de unidades hospitalares também foram convocados.

“Eu queria estar parabenizando o governo por repor os estoques vitais e eu não quero aqui ganhar no discurso, pois, se assim for, quem perde é a população. Os números que eu trouxe são reais e até a presente data ninguém questionou nenhuma informação que foi passada por mim. Entreguei em mãos à base do Governo os itens específicos dos medicamentos que estão faltando no 28 de Agosto, pois o que me preocupa é o tempo que falta para que esses itens vitais possam chegar. Eu faço um questionamento pontual: se nesse exato momento os hospitais de emergência e urgência conseguem atender perfeitamente”, disse Wilker.

Wilker Barreto cobra explicações dos três gestores, conforme propositura de convocação apresentada nesta terça (Foto: Divulgação)

No último final de semana, Barreto alertou que o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto (Av. Mário Ypiranga, 1.581 – Adrianópolis) não tem 52 itens essenciais de medicamentos. Desses, um total de quatro são considerados vitais para pacientes, ou seja, indispensáveis para um tratamento.

Além disso, o parlamentar ainda identificou que 23,60% de medicamentos essenciais estão zerados na Central de Medicamentos do Amazonas (Cema) e, que deste montante, 3,75% correspondem a medicamentos vitais. Este último número equivale a uma relação de 60 itens em estoque zero.

Já o deputado do bloco independente Dermilson Chagas (PP), afirmou que há dinheiro sobrando para o sistema de saúde do Estado, no orçamento público. Segundo o parlamentar, o valor de R$ 371 milhões apareceu no Portal da Transparência no último dia 9, como sobra no orçamento.

Conforme o deputado, no dia 9 de fevereiro de 2019, a receita mostrada no site era R$ 1,4 bilhão e despesa, um pouco mais de R$ 1 bilhão. “Quando subtraímos receita e despesa, temos então um valor considerado como sobra orçamentária”, explicou o Dermilson. Segundo ele, o valor não corresponde à realidade que vem sendo anunciada pelo governador Wilson Lima e sua equipe. “A todo o momento eles falam que o Estado não tem dinheiro, somente dívidas, estou mostrando que não é verdade”, afirmou o parlamentar com os valores projetados no plenário.

A vice-líder do governo, deputada Joana D’Arc (PR), criticou os parlamentares que fizeram cobranças ao governo em relação à saúde. “Não permitirei nenhuma injustiça de quem se calou durante todas as gestões anteriores”, disse a deputada.

De acordo com Joana Darc, desde que assumiu o Executivo Estadual, Wilson Lima e sua equipe trabalham em medidas urgentes para sanar os principais gargalos do sistema, que são a falta de medicamentos e pagamento de pessoal.