Abertura da Copa tem festa curta e jogo fraco

Meia hora antes da partida inaugural entre Rússia e Arábia Saudita, nesta quinta-feira (14), os shows musicais preparam o clima. Abertura do Mundial será às 10h30 (de Manaus)

Folhapress

Moscou – A cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2018 terá mudanças em relação às edições passadas do torneio. Ela acontece, nesta quinta-feira (14), às 10h30 (de Manaus), apenas meia hora antes da partida inaugural, no Estádio Lujniki, em Moscou.

Nos Mundiais passados, era comum se dar um bom destaque às apresentações artísticas. Mas, dessa vez, a Fifa optou por encurtar a cerimônia e priorizar os shows musicais sob a apresentação de Ronaldo, bicampeão mundial com a Seleção Brasileira.

A anfitriã Rússia espera passar, pela primeira vez, da fase inicial da Copa. (Foto: Douglas Magno/Estadão Conteúdo)

“A partida de abertura sempre é muito simbólica. É quando você percebe o grande momento pelo qual, jogador ou torcedor, espera há quatro anos e que finalmente chegou”, comentou Ronaldo.

Antes do jogo de abertura, entre a anfitriã Rússia e a Arábia Saudita, o goleiro Casillas, campeão mundial com a seleção da Espanha, em 2010, levará o troféu da Copa ao campo ao lado da modelo russa Natalia Vodianova.

A principal atração musical será Robbie Williams. O inglês, que é ex-vocalista da banda ‘Take That’, vai se apresentar com aproximadamente 500 dançarinos. “Estou muito feliz e empolgado por voltar à Rússia para uma apresentação histórica. Eu já fiz muita coisa na minha carreira, e participar da abertura de uma Copa do Mundo para 80 mil fãs de futebol e milhões em todo o mundo era um sonho de infância”, comentou.

Outra artista confirmada na cerimônia é a soprano russa Aida Garifullina. Pelé também participaria da festa, mas teve de desistir da viagem por causa de problemas de saúde. Logo após a cerimônia, terá início a partida entre Rússia e Arábia Saudita, às 11h (de Manaus), pelo Grupo A. O outro jogo dessa chave será, amanhã, entre Uruguai e Egito.

Ao todo, a Copa do Mundo terá 64 partidas, sendo 32 válidas pela primeira fase. A final acontecerá no dia 15 de julho, também no Estádio Lujniki, que tem capacidade para 81 mil pessoas.

Anfitriã Em Baixa

Rússia e Arábia Saudita se enfrentam, hoje, às 11h (de Manaus), pela partida inaugural da Copa do Mundo, no Estádio Lujniki, em Moscou, em partida decisiva para as pretensões de ambas as seleções no Mundial. Com o Uruguai sendo favorito à primeira colocação do Grupo A, a disputa da segunda vaga promete ser acirrada.

Por ser o país-sede, a Rússia terá a força de seus torcedores. Mas o desempenho em campo não corresponde a uma boa expectativa para a equipe. A última vitória da Rússia aconteceu em outubro do ano passado, contra a Coreia do Sul. Depois disso, foram sete partidas, com quatro derrotas e três empates.

A Rússia também tenta quebrar um tabu, já que desde a dissolução da União Soviética, o país nunca passou da primeira fase. Os russos fracassaram em 1994 (EUA), 2002 (Japão e Coreia do Sul) e 2014 (Brasil). Antes disso, os soviéticos chegaram às quartas de final em três oportunidades e ficaram em 4º lugar, em 1966.

A Arábia Saudita já chega à Copa da Rússia com um tabu quebrado. A seleção asiática não participava de um Mundial há 12 anos. Em suas quatro participações consecutivas, chegou às oitavas de final, em 1994, e parou na fase de grupos em 1998, 2002 e 2006.

O desempenho na reta final de preparação não é tão otimista. Os sauditas vêm de três derrotas consecutivas. Neste ano, foram nove jogos disputados, com três vitórias, um empate e cinco derrotas.

No jogo de abertura, as atenções também estarão voltadas para a arbitragem, Afinal, será o primeiro com a participação de um árbitro de vídeo (VAR) na história das Copas do Mundo.

Estádio Histórico

Inaugurado em 1956 e hoje chamado de Estádio Lujniki, o palco de sete partidas da Copa do Mundo de 2018 também teve importância de peso em outro evento esportivo sediado na Rússia, a Olimpíada de 1980. Na época, o local ainda se chamava Estádio Lenin, nome que perdurou até 1992.

Em 1980, quando o estádio recebeu as cerimônias de abertura e de encerramento dos Jogos, o mundo conheceu o ursinho Misha, um dos mascotes mais populares da história das Olimpíadas – o animal é também símbolo da Rússia.
Na festa de encerramento, uma imagem ficou marcada no imaginário popular: o ursinho Misha, estampado em um mosaico de coreógrafos que levantavam placas coloridas na arquibancada, chorou. O ursinho Misha foi criado pelo ilustrador Victor Tchijikov, famoso por seus desenhos para livros infantis.

Já o estádio, desde que foi inaugurado, passou por várias remodelações. A realizada para a Copa foi a maior e que mais dinheiro exigiu. Iniciada em 2013 e finalizada apenas às vésperas do Mundial, a mais recente reforma consumiu cerca de US$ 470 milhões (R$ 1,5 bilhão). Até hoje, uma enorme estátua de Lenin, fundador da União Soviética, ainda dá as boas-vindas aos torcedores na entrada. Além da Olimpíada – e agora da Copa do Mundo -, o estádio recebeu a final da Liga dos Campeões de 2008, entre Chelsea e Manchester United, e o Mundial de Atletismo de 2013.

E na Copa da Rússia, doze estádios foram distribuídos em 11 cidades (Moscou, São Petersburgo, Kazan, Sochi, Volgogrado, Rostov-do-Don, Ekaterimburgo, Kaliningrado, Nijni Novgorod, Samara e Saransk). Os palcos do Mundial são: Estádio Lujniki, Estádio Spartak, Estádio São Petersburgo, Arena Kazan, Estádio Olímpico Fisht, Arena Volgogrado, Arena Rostov, Arena Iekaterinburgo, Estádio Kaliningrado, Estádio Nijni Novgorod, Estádio Kaliningrado, Arena Samara e Arena Mordovia.