Brasil pega sufoco e vence no tie-break

Seleção Masculina de Vôlei conseguiu reagir no final, com o apoio acalorado do público, em Manaus, para derrotar os Estados Unidos, por 3 sets a 2, diante de 10 mil torcedores, na Arena

Gabriel Machado/vencer@diarioam.com.br

Manaus -Diferente do que aconteceu em São Paulo, quando a Seleção Brasileira Masculina de vôlei venceu os Estados Unidos, por 3 sets a 0, os comandados do técnico Renan Dal Zotto precisaram de cinco parciais para bater os norte-americanos, na Arena Amadeu Teixeira, em Manaus, ontem à noite. Em uma partida recheada de erros – foram 38 somente pelo lado do Brasil – e um público recorde de 10 mil torcedores, Lucarelli e companhia suaram para derrotar no tie-break os Estados Unidos, por 3 sets a 2, com parciais de 25/22, 19/25, 25/11, 16/25 e 15/8.

Equilibrado Lucarelli e companhia suaram para derrotar equipe norte-americana. Foto: Eraldo Lopes

O meio de rede brasileiro Isac foi o maior pontuador do jogo com 17 pontos, sendo um de saque, 12 de ataque e quatro de bloqueio. Pelo lado norte-americano, o ponteiro Jaeschke assinalou 13, dois de saque, nove em ataques e dois de bloqueio.

Ao final do embate, o campeão olímpico Lucarelli condenou os erros da Seleção, principalmente, no 2° e no 4° sets. “Nós erramos muito mais do que estamos acostumados, principalmente, no saque. Não conseguimos encaixar uma boa sequência”, destacou.

O Brasil segue com a série de amistosos contra os Estados Unidos, visando a preparação para a Copa dos Campeões, em setembro.

O jogo

Logo no primeiro ponto da partida, o segundo rival dos brasileiros em quadra deu as caras: o calor. Um dos toques do levantador Raphael abriu o placar para os norte-americanos. A partir daí, as equipes trocaram ataques até o quinto ponto da parcial. Depois, só deu Estados Unidos, na Arena.

Os comandados de John Speraw administraram boa vantagem até o 15º tento, quando o oposto Renan Buiatti, com ataques certeiros pela saída da rede, e Maurício Borges, com um bom saque, colocaram o Brasil na liderança. Mirando o dedo dos adversários, Lucarelli deu números finais à primeira parcial: 25 a 22 para o Brasil.

O equilíbrio deu o tom dos primeiros pontos do segundo set. Até o 8º tento das seleções, a parcial era um verdadeiro duelo entre os opostos. De um lado, o brasileiro Renan Buiatti e, do outro, o norte-americano Patch foram as bolas de segurança de suas respectivas equipes. O Brasil voltou a mostrar vulnerabilidade em sua linha de passe e, com isso, permitiu que os Estados Unidos abrissem cinco de vantagem. Os norte-americanos administraram a vantagem  até o 24º ponto e, em um erro do meio de rede Isac, selaram a vitória em 25 a 19.

Abalados com a performance ruim no set anterior, os brasileiros entraram desconcentrados na 3ª parcial. Rapidamente, os Estados Unidos abriram 4 a 1, obrigando o técnico Renan Dal Zotto a pedir tempo. A parada serviu para a equipe esfriar a cabeça e retornar com outra atitude para o jogo. Com um bloqueio mais agressivo e mais regularidade em sua recepção, o Brasil abriu oito pontos sobre os Estados Unidos. Em um erro de saque do ponteiro Jablonsky, a Seleção fechou a parcial, em 25 a 11.

O Brasil voltou a entrar desconcentrado no 4° set. Com um erro de Renan Buiatti, os norte-americanos fizeram 14 a 9. Com os ponteiros Jaeschke e Defalco inspirados, os Estados Unidos abriram 18 a 11 e administraram a vantagem para fechar a parcial, em 25 a 16.

A primeira vantagem do tie-break só veio no 7° ponto do Brasil, quando a Seleção abriu dois tentos sobre os Estados Unidos. Um ace de Maurício Souza complicou a vida dos norte-americanos e, em um contra-ataque certeiro de Renan Buiatti, o Brasil abriu 10 a 6. Em uma bola para fora de Patch, os brasileiros festejaram a segunda vitória na série de amistosos, em 15 a 8.