De virada, Brasil vence amistoso

Seleção Brasileira Feminina de vôlei está passando por um processo de transição de gerações e o primeiro teste foi satisfatório, segundo técnico

Thiago Fernando / redacao@diarioam.com.br

Brasil perdeu o primeiro set, mas fechou o jogo em 3 sets a 1 (Foto: Eraldo Lopes)

Manaus – Após fracassar nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no ano passado, quando foi eliminada nas quartas de final pela China, a Seleção Brasileira Feminina de Vôlei iniciou o novo ciclo olímpico, ontem, em Manaus. Contra a República Dominicana, a renovada seleção comandada pelo técnico José Roberto Guimarães encontrou dificuldades, mas venceu por 3 a 1 (21 a 25/ 25 a 20/ 25 a 19/ 25 a 21), na Arena Amadeu Teixeira. Destaque para a atuação da ponteira Tandara, que chamou a responsabilidade no quarto e decisivo set.

O primeiro set terminou 25 a 21 para a República Dominicana, que trilhou o caminho da vitoria forçando os saques nas ponteiras Natália e Drussyla, assim quebrando a linha de passe brasileira fazendo com que a bola não chegasse com qualidade nas mãos da levantadora Roberta Silva.

Melhor na defesa e corrigindo as falhas na recepção, o Brasil conseguiu empatar o amistoso, ao vencer o segundo set por 25 a 20. O terceiro set também foi da Seleção canarinha, que fechou em 25 a 19, e teve como destaque os bloqueios de Tandara.

Uma das mais experientes do grupo, Tandara foi o destaque do quarto set, o mais equilibrado do duelo, e a Seleção bicampeã olímpica fechou a partida em 3 a 1.

Apesar do pouco tempo de preparação, o técnico José Roberto ficou feliz com os sets vencidos pelo time. Simplificar as jogadas, segundo ele, foi o segredo para conquistar a vitória. “Algumas delas nunca tinham jogado juntas, então é mais complicado a gente ajeitar. Não tivemos muito tempo de preparação e vimos isso no primeiro set. A partir do segundo (set), ficamos um pouquinho melhores. Passamos a jogar um jogo mais simples, identificando quais eram as melhores posições, a melhor distribuição de jogo e quem estava virando no momento. Isso vai fazer parte. Acho que é um estudo, um aprendizado para que, a cada dia, a gente jogue melhor”, disse.

Zé Roberto ainda comparou o momento atual com o último processo de renovação que a Seleção enfrentou. “Foi assim com a renovação de 2005, quando Paula, Jaqueline, Sheila e Fabiana entraram na Seleção. Isso faz parte da renovação. Já tivemos a oportunidade de convocar algumas delas (novas jogadoras) no Pan-Americano de 2015. O que precisamos nesse ciclo de quatro anos é abrir espaço para jogadoras talentosas que forem aparecendo”, afirmou.