Hulk e 3B polarizam futebol feminino no Amazonas

Iranduba profissionalizou condições de trabalhos das jogadoras e trouxe técnico renomado já sonhando com título do Brasileiro de 2018. Já rival, chega com boa estrutura e comandante experiente

Thiago Fernando/vencero@diarioam.com.br

Manaus – Cheio de expectativas, o Campeonato Amazonense de Futebol Feminino começou neste final de semana e já teve o confronto entre Iranduba da Amazônia e 3B. Dentro de campo, as duas equipes que mais investiram para a competição. No banco de reservas, dois dos principais técnicos brasileiros e na direção, dois apaixonados pelo futebol feminino.

Com 34 jogadoras no elenco e novo patrocínio máster, o Iranduba da Amazônia vai assinar as carteiras profissionais das atletas e disponibilizar planos de saúde e dentários (Foto:Sandro Pereira)

Hexacampeão estadual e maior sensação do futebol feminino do Brasil, o Iranduba mantém a filosofia de sonhar grande. Não é nenhum absurdo apontar o Hulk como grande favorito da temporada. Após terminar o último Brasileiro entre os quatro primeiros times, sendo eliminado pelo campeão Santos, e ser vice-campeão da Copa do Brasil de Futsal, o Iranduba, finalmente, conseguiu fechar um grande contrato de patrocínio.

Em coletiva, o diretor de futebol do clube, Lauro Tentardini, anunciou a parceria por três anos com a empresa de tecnologia Transire. Agora, o dirigente espera uma melhora nos resultados. “O contrato que fechamos com a empresa Transire nos dá tranquilidade de gerir dentro de campo. Era isso que sempre quis fazer. Com o apoio da Transire, trouxemos o técnico campeão do mundo, Adilson Galdino. Todos sabem que isso era um sonho meu”, afirmou.

O dirigente também lembrou a vinda de grandes reforços para o elenco. “Trouxemos a Mayara (Bordin, ex-capitã do Corinthians), Moara (vinda da Coreia do Sul), Jacqueline e Elenize (estavam na Irlanda do Norte). Agora, temos condições de fazer um planejamento e, brigar de fato, pelo título brasileiro no ano que vem”, disse Tentardini.

Além disso, o clube anunciou que todas as 34 jogadoras do elenco vão ter suas carteiras profissionais assinadas, planos de saúde e dentários. Esses simples direitos, comuns para profissionais de diversas áreas, não são disponibilizados pela grande maioria dos clubes brasileiros.

Única remanescente do primeiro título do Iranduba, a atacante Tati afirma que nunca imaginou que o Alviverde chegaria ao atual tamanho e se tornaria uma potência nacional na modalidade. “Para mim, esta sendo um orgulho ver essa evolução. Costumo dizer que jogo com as melhores. Tudo isso é muito gratificante. Nunca imaginei o futebol feminino nesse tamanho no Amazonas”, revelou Tati.

Novato e grande

Antes parceiro do Iranduba, agora rival. Esse é o 3B, clube fundado pelo empresário Bosco Brasil Bindá. Com tradição no futebol amador, o clube entra pela primeira vez o Amazonense. Com o objetivo de chegar a Série A2 do Brasileiro Feminino, o time do bairro da Aparecida, zona sul de Manaus, contratou o técnico multicampeão Marcelo ‘Tchelo’ Frigerio, e doze jogadoras até o momento.

São elas: goleira Kemelli; zagueiras: Sorriso e Victória Helena; Laterais: Giovana e Thaís Regina; Meias: Duda, Nath Pitbull, Scarlet e Karol; atacantes: Carla, Brenda e Vitória Almeida. Para Marcelo Tchelo, o 3B deve entrar em campo respeitando os adversários antes de sonhar com o Brasileiro.

“Acho que o desafio é grande. Mas não adianta sonhar com isso agora. Temos que disputar e respeitar todos os adversários. Conversei com o presidente (Bosco Bindá) e pedi 18 jogadoras. Acredito que vamos conseguir. É um clube que nasce com a melhor estrutura do Brasil. Trabalhei em muitos clubes grandes no futebol feminino e nenhum tem o apoio e a estrutura do 3B”, afirmou.