Hulk ‘prepara a casa’ para pegar o Huila

Principal jogadora da equipe na Libertadores, Andressinha garante que equipe segue firme na disputa e revelou que atletas tem trabalhado o psicológico e a ansiedade para disputar a semifinal, na quinta-feira

Natasha Pinto / vencer@diarioam.com.br

Manaus – Principal jogadora do Iranduba da Amazônia na campanha do clube na Taça Libertadores da América Feminina, disputada em Manaus, a meia Andressinha visitou a REDE DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (RDC) na noite dessa segunda-feira (26), e falou sobre a preparação da equipe para o confronto contra o Atlético Huila, da Colômbia. A partida acontece na quinta-feira, às 18h, na Arena da Amazônia.

A jogadora revelou ainda que durante o treino realizado na manhã de dessa segunda-feira, no Centro de Treinamento Barbosa Filho, além do tradicional treino regenerativo, o grupo aproveitou para conversar sobre as falhas que ocorreram nas partidas da fase de grupos.

“Nós aproveitamos para conversar bastante sobre esses três jogos para analisarmos onde podemos melhorar. Cometemos alguns erros bobos que nos fizeram ter que correr atrás do placar e isso não pode mais acontecer. Agora é outro torneio”, falou Andressinha.

Andressinha é abraçada por suas companheiras ao comemorar o gol diande do Cerro-Porteño – PAR (Foto: Eraldo Lopes)

Ainda de acordo com a jogadora, durante a conversa na beira do gramado, envolvendo atletas e comissão técnica, também serviu para dar fim a ansiedade vivida pelas jogadoras durante toda a fase classificatória. Porém, como a propria jogadora explica, este ainda continua sendo o principal adversário do Iranduba no torneio continental.

“Eu tenho certeza que a nossa equipe não tem falta de capacidade técnica. A ansiedade sim, é um fator que tem nos prejudicado bastante dentro de campo. Se tivéssemos um pouco mais de calma na hora de fazer as finalizações, poderíamos ter vencido as partidas com mais facilidade. Mas isso já é passado, o torcedor não se lembra disso quando chegamos à grande final”, disse.

Em relação a sua rápida adaptação à equipe, já que treinou somente quatro dias antes da estreia do Iranduba na competição, a jogadora contou que a passagem pela equipe no ano passado e a convivência na Seleção Brasileira com outras jogadoras, foi o que contribuiu para o rápido entrosamento ao trocar o Portland (nos Estados Unidos) por Manaus.

“Eu já conhecia algumas jogadoras deste elenco, pela minha passagem no ano passado pelo clube e pela Seleção, isso com certeza ajudou bastante na hora de dar os passes. O dia a dia também é importante porque vamos conhecendo o estilo de jogo de cada uma, de como gostamos de receber a bola em cruzamentos por exemplo. O calor que demora um pouco para acostumar, mas a gente encara de frente isso”, brincou a meia.

Torcedor local

Andressinha confessou que se identificou não só com a equipe amazonense como também com a torcida, que em balanço divulgado pela Conmenbol e CBF na última sexta-feira, soma 60% do público do torneio. “É difícil explicar quando a gente se identifica com a equipe, com a torcida. É diferente, é especial. Eu particularmente gosto muito quando estão gritando na arquibancada, nos empurrando e acreditando na gente”, encerrou.