Iranduba ao ataque em estreia no Brasileiro

Foto: Eraldo Lopes

Diogo Rocha /vencer@diarioam.com.br

Manaus – Entre a emoção e o dever. Este será o clima do reencontro das jogadoras do Iranduba da Amazônia com a equipe do Kindermann-SC, em Caçador (SC), pela estreia na Série A1 do Campeonato Brasileiro, neste domingo, às 14h30 (de Manaus), no Estádio Carlos Neves. Pelo menos 15 atletas do Hulk, das 34 presentes no elenco, já atuaram pelo time catarinense.

No ano passado, o Iranduba ganhou os reforços de jogadoras ‘importadas’, a maioria vinda do Kindermann, que desativou a equipe feminina, em 2016, após o assassinato do técnico do time, Josué Henrique Kaercher. Para o diretor de futebol, Lauro Tentardini, que também migrou de Santa Catarina para o Amazonas, o conhecimento sobre o adversário, que recebeu de volta jogadoras do Verdão, neste ano, como as laterais Bruna Calderan e Roberta, não é tão vantajosa.

“As meninas conhecem o campo de Caçador, mas o Salézio (Kindermann, presidente do clube) conhece o estilo delas jogarem. Elas conhecem tudo do Kindermann e eles sabem tudo sobre nossas jogadoras”, disse Tentardini.

Para o técnico Sérgio Duarte, o grupo do Iranduba, que é hexacampeão do Amazonense, precisa aprender a trabalhar o fator psicológico. “Acredito que (o conhecimento pessoal das jogadoras sobre o Kindermann) aguça para o jogo a vontade de querer mostrar serviço e vencer. Mas, tanto as jogadoras do Iranduba quanto do Kindermann, como as que já tiveram aqui, saberão dividir, porque se levar para o lado da paixão, pode tirar o discernimento, dentro de campo, e o rendimento pode não ser o melhor”, afirmou o treinador.

A postura do Hulk diante do Kindermann, conforme o técnico, será ofensiva. “É um jogo difícil, fora de casa, e tem uma viagem desgastante (de Manaus, com a escala em São Paulo e Curitiba-PR para ir, de ônibus, até Caçador). Estamos preparados para o espírito de sacrifício e saber sofrer pressão. Algo é certo, a equipe do Iranduba não vai a Caçador para se defender, longe de nós abrir mão de atacar e tomar iniciativa do jogo”, disse Duarte.

Catarinense de Ibicaré, a volante Djeni Becker teve uma carreira vitoriosa formada no Kindermann. Ela acredita que enfrentar o antigo clube tem um ‘gostinho diferente’. “Vamos jogar, praticamente, na nossa casa, claro, terá uma pressão muito forte. Mas estamos prontos para aguentar, dentro e fora de campo. O bom que teremos também nossos familiares e amigos torcendo por nós”, disse Djeni.

Neste ano, 12 novas jogadoras desembarcaram em Manaus para integrar o time.