Amazonense vai ao Mundial graças à ajuda de motoristas

Sofia Lorrane/redacao@diarioam.com.br

Do Semáforo para o Mundial Cledson Carlos Farias Lira Júnior tem 27 anos e é faixa branca peso-pena de jiu-jítsu (Foto: Sofia Lorrane)

Manaus – O lutador de jiu-jítsu Cledson Carlos Farias Lira Júnior, de 27 anos, está há um mês pedindo dinheiro no sinal da rotatória do conjunto Eldorado, na zona centro-sul da cidade, para poder lutar o Mundial de jiu-jítsu esportivo, que acontece nos dias 6, 7 e 8 deste mês, em São Paulo. Cledson conseguiu arrecadar dinheiro para comprar a passagem, pagar a inscrição e para a carteirinha de filiação. “Eu consegui com o apoio da população de Manaus, que tem sido bastante solidária, o pessoal passa e dá R$ 1, R$ 2 até R$ 10 e as pessoas que não dão ajuda, dão apoio”, relatou o lutador.

O faixa branca peso-pena explicou que estava sem dinheiro, mas tinha o foco de participar da competição. “Eu estava sem dinheiro, emprestei R$ 25, fiz uma placa e vim para o sinal para pedir dinheiro para competir no mundial, pois não consegui patrocínio e nenhum material para vender, então achei mais apropriado fazer isso para poder ir lutar. Até agora, já consegui o dinheiro para a passagem, o para a minha inscrição e para carteirinha, mas ainda falta dinheiro para a hospedagem e alimentação”, disse.

Cledson Carlos disse que a luta começou no mês de junho, quando passou a ficar de 6h às 15h no sinal, para arrecadar o dinheiro. “Eu acordo cedo para vim pra cá, com o foco de ganhar essa competição. Se eu estou indo lutar é unicamente por causa da população amazonense, que tem me ajudado e me dado essa oportunidade, através de pequenas contribuições e também com palavras de apoio, falando para eu não desistir e que vou conseguir. Eu quero aproveitar essa oportunidade para agradecer ao pessoal que me ajudou, muito obrigada a todos”, explicou.

O lutador ficou em terceiro lugar no Brasileiro de Jiu-Jítsu, no mês de abril, em São Paulo, com dinheiro arrecadado através da venda de trufas. “Fui para o campeonato brasileiro porque a população também me ajudou bastante, comprando trufas, e dando dinheiro, porque eles acreditam no esporte e no jiu-jítsu. Passei uma semana lá para o campeonato, e ganhei o terceiro lugar. Agora, para o Mundial, pretendo ganhar o título e, quando voltar, montar um projeto social de jiu-jítsu para tirar as crianças das drogas”, disse.