Pizzonia reestreia na Stock Car

Piloto amazonense disse que se sente à vontade na principal categoria do automobilismo brasileiro

Diogo Rocha/vencer@diarioam.com.br

Foto: Divulgação/Stock Car

Manaus – Após um ano afastado das pistas, o piloto amazonense Antonio Pizzonia, de 36 anos, regressa à Stock Car, oficialmente, neste domingo, na abertura da temporada 2017, no Autódromo Ayrton Senna, em Goiânia (GO). Ele estreia na 39ª edição do campeonato de automobilismo em uma nova equipe, a RMattheis Motorsport, e reedita a antiga parceria, de 2014 e 2015, com o curitibano Júlio Campos.

Pizzonia afirmou que, desta vez quer manter a regularidade na categoria e evitar hiatos na carreira. O ex-piloto de Fórmula 1, pela Williams e Jaguar, acredita que, neste ano, poderá conciliar os compromissos de trabalho na Stock Car com as corridas paralelas.

“No meu primeiro ano, em 2007, não fiz a temporada inteira. Na verdade, só tenho três temporadas completas (na Stock Car), porque teve anos que corri fora do Brasil. Mas o plano é me concentrar na Stock e, se surgir a chance de fazer uma corrida ou campeonato, que não coincidam com a Stock, irei fazer, mas sendo a prioridade a Stock”, disse o amazonense.

No ano passado, Antonio Pizzonia resolveu abrir mão de disputar a Stock Car, com a saída da patrocinadora, a empresa farmacêutica Prati-Donaduzzi, na temporada. Ele só não ficou totalmente afastado das pistas por competir na WE Endurance e vencer a Corrida de Duplas da Stock Car, quando pilotou com Marcos Gomes, campeão da Stock, em 2015.

“No final de 2015, estávamos praticamente fechados com outra equipe, mas nosso patrocinador acabou optando, de última hora, devido à crise econômica, por sair da categoria. Sobraram apenas equipes menores para a temporada 2016 e achei melhor não pilotar para esperar a oportunidade de voltar em uma equipe grande de novo”, explicou Pizzonia.

O regresso à Stock Car e em uma equipe nova gera no piloto de Manaus, ao mesmo tempo, cautela e boas expectativas. “Eu tenho três vitórias na categoria e foram nos últimos três anos. Mas é a primeira vez que estou em uma equipe com um histórico muito positivo, apesar de não terem andado muito bem, no ano passado. Agora, preciso de certa cautela e um pouco de paciência para essa fase de readaptação, mas estou superanimado”, declarou Pizzonia.

O amazonense evita prometer triunfos em curto prazo. “Estou me adaptando bem (ao novo carro), apesar de muito tempo parado, e não será neste final de semana que irei me readaptar 100%. Talvez daqui a dois ou três finais de semana. Nessa corrida de Goiânia, não dá para falar que vou ganhar ou ir para o pódio”, disse.

O piloto afirmou se sentir mais estável na carreira. “A Stock é uma categoria totalmente consolidada, apesar da crise financeira, nos últimos anos (no País), e se firmaram bem. Tem 30 carros no grid com patrocinadores grandes. Então, hoje, o piloto não depende de patrocínios, porque a maioria das equipes grandes tem os próprios patrocínios e vão lá e contratam os pilotos. A questão é ter um ano bom e trazer resultados para seguir na equipe”, analisou Pizzonia.