Pizzonia volta à pista, após viagem ao passado

Piloto amazonense participou de festividades pelos 40 anos da escuderia inglesa

Diogo Rocha/redacao@diarioam.com.br

Visita Pizzonia posou com o filho no carro que pilotou. Foto: Reprodução/Instagram

Manaus – Depois de relembrar a época de piloto da Fórmula 1, pela Williams, no aniversário de 40 anos da escuderia inglesa, no último dia 2, o amazonense Antonio Pizzonia, 36, volta o foco para a Stock Car. Neste domingo, ele disputa a 4ª etapa da temporada, no Autódromo Zilmar Beux, em Cascavel (PR), com vontade renovada de subir na classificação.

No dia 21 de maio, pela 3ª etapa da Stock, no circuito de Santa Cruz do Sul (RS), Pizzonia conquistou o primeiro pódio da equipe Prati-Donaduzzi na atual temporada. Punido com a última posição do grid na primeira corrida, devido ter causado o acidente, em Velopark, em Nova Santa Rita (RS), Pizzonia terminou em 2º lugar, na corrida complementar (2ª corrida da etapa), e superou o início ruim.

“O nosso objetivo de primeiro ano de volta à categoria (Stock Car), com uma equipe nova (Prati-Donaduzzi), era obviamente estar brigando pelo título. Mas as duas primeiras etapas (em Goiânia-GO e Nova Santa Rita-RS, em abril) foram muito negativas, deixamos de pontuar bastante. Praticamente zerei dois finais de semana seguidos”, disse Pizzonia, que neste ano reedita a parceria com o paranaense Júlio Campos.

O piloto amazonense evita fazer previsões sobre a possibilidade de encerrar a 39ª edição da Stock Car no ‘Top 5’ do ranking. A única certeza de Pizzonia é que as estatísticas não estão favoráveis.

“Em uma briga direta pelo título, teríamos que fazer uma temporada, daqui para frente, muito forte, mesmo para chegar à final com chances de sermos campeões. Historicamente, desde que mudou o regulamento para duas corridas no final de semana, dos pilotos que foram campeões, nenhum deles teve um final de semana zerado de pontos”, lamentou.

Futuro e passado

Aos 36 anos, Pizzonia não pensa em aposentadoria e nem em trabalhar nos bastidores, quando for preciso largar a vida de piloto. No aniversário da escuderia Williams, em Silverstone, na Inglaterra, o amazonense relembrou, com saudades, do período de piloto de testes e, depois, como piloto, entre 2003 e 2005.

“Primeiro, a emoção maior é ver carros que, quando criança, sonhava em pilotar, como o carro (FW14B) em que o Nigel Mansell foi campeão (mundial), em 92, com suspensão ativa. Eu passei muito tempo nesses carros, todos os detalhes ainda estão vivos na memória. Tinha treino praticamente toda semana”, comentou o amazonense.