Vice do Vasco critica gol ‘absurdo’ e se diz ‘maltratado’ por seguranças

O polêmico gol de Jô, com a mão, na vitória do Corinthians sobre o Vasco gerou forte reclamação por parte do time carioca

O polêmico gol de Jô, com a mão, na vitória do Corinthians sobre o Vasco gerou forte reclamação por parte do time carioca, na noite deste domingo, em São Paulo. Vice-presidente de futebol do clube, Eurico Brandão Miranda criticou o “lance absurdo” e ainda disse ter sido “maltratado” por seguranças do Corinthians e da Federação Paulista de Futebol ao fim da partida disputada no Itaquerão.

Equipes se enfrentaram neste domingo, pela 24ª rodada do Brasileirão (Foto: Nelson Costa/Vasco)

“Desci dos camarotes dez minutos antes do fim do jogo, como a partida estava sendo definida por um lance absurdo, me direcionei ao local no intuito de controlar os ânimos e evitar que, no calor das emoções, os atletas falassem algo que pudesse prejudicá-los. Sendo assim, esperei ali na zona mista quando, infelizmente, fui extremamente maltratado pela segurança do Corinthians e pela Federação Paulista de Futebol, que deve colocar os seguranças para trabalhar no jogo em favor do futebol, não em favor do clube local”, reclamou o filho do presidente Eurico Miranda.

Para o dirigente, o gol irregular e a suposta ação equivocada dos seguranças dão “o exemplo errado” para as crianças. “O que estamos vendo é que se cultua o errado, o contrário. O clube visitante tem os mesmos direitos que o clube local, durante uma partida, mas o que aconteceu aqui não foi isso. O Vasco foi extremamente bem tratado pelo adversário, mas maltratado pela federação local, que parece estar servindo o Corinthians. Seguranças querendo fazer anotações para entregar para o árbitro, o que é isso?”, reclamou.

“O exemplo que se passou hoje, para as crianças que estavam assistindo em casa, é que o Fair Play não vale a pena. Mostrou que quem tem Fair Play não vence no futebol. Já assistimos jogadores dizendo que ganhar roubado é mais gostoso e vocês sabem disso. É esse tipo de coisa que perpetua no futebol. Alguns jogadores do Corinthians saíram de campo envergonhados”, prosseguiu o dirigente vascaíno.

Ele ainda lembrou a situação vivida por Jô com o zagueiro Rodrigo Caio, no início do ano, em confronto do Campeonato Paulista. Na ocasião, o defensor do São Paulo admitiu ter atingido o próprio goleiro do time, sem intenção, o que fez a arbitragem voltar atrás e anular cartão amarelo que havia sido dado ao atacante corintiano.

“O Rodrigo Caio, que teve o fair play lá atrás, está brigando para não cair. O jogador do Corinthians, que faz um gol de mão descaradamente, vai ser o campeão. Esse é o exemplo que o Brasil passa e que o futebol brasileiro está passando”, disse Euriquinho, como também é reconhecido.

O técnico Zé Ricardo também lamentou o gol irregular do Corinthians, que venceu o jogo por 1 a 0 e ampliou a vantagem na liderança do Brasileirão. “Dentro das circunstâncias, pelo momento das duas equipes, o resultado em si poderia até acontecer, mas ficamos chateados pela forma que foi. O Corinthians poderia até ter vencido a gente por 1 a 0, com outros lances que também criou, assim como nós também criamos. O fato é que o gol foi irregular”, disse o treinador.

Zé Ricardo pediu a utilização de um árbitro de vídeo, o que, na sua opinião, acabaria com lances irregulares como o de Jô. “Hoje pela manhã [domingo], assistindo o Campeonato Italiano, o jogo entre Udinese e Milan, com dez minutos de partida a Udinese abriu 1 a 0, mas foi detectada uma irregularidade. Em 30 segundos o lance foi resolvido. Os jogadores do Milan pediram, o árbitro sinalizou o vídeo e em 30 segundos, sem nenhum tipo de polêmica, o gol foi anulado. Hoje contamos com árbitro de linha, bandeira, e a gente acaba sofrendo o gol”, reclamou o técnico vascaíno.